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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO
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alguns intelectuais moçambicanos empenhados na luta anti-colonial, à qual adere entusiasticamente.
É assim que, logo após o 25 de Abril, colabora tanto em jornais de parede como no jornal O Olho. No Natal
de 1976 vem com a família para Portugal, e é em Sintra que começa a escrever um primeiro grande texto,
que transpira as suas impressões sobre este país que lhe era totalmente inédito, chamando-lhe «Tempo
de atravessar». Aos vinte e um anos, por aventura mas também pela ânsia de conhecer os cenários dos
filmes e dos livros que devorava (entre os quais os de Simone de Beauvoir, sobretudo A Força da Idade),
pega na mochila e mete-se à boleia pela Europa: Paris, Itália, etc. Nos intervalos ia fazendo as cadeiras
do curso de Economia, do Instituto Superior de Economia de Lisba, onde mais uma vez participa activamente
na vida associativa da escola, assim como na fundação do jornal Opinião. Simultaneamente, e para garantir
o argent de poche, agarra todos os part t/me que aparecem. É a partir dos diários de bordo das suas viagens
(50.000 quilómetros à boleia) e da vivência desses anos que constrói «DB/81», um encontro/confronto entre
a juventude e a vida adulta, já à beira do precipício, ou seja, a meses de a sobrevivência a aprisionar
no horário das nove às cinco, sendo economista.
Nota: Biografia extraída do sua obra
DB/81, editada em Maio de 2000.
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