A BIBLIOTECA DO MACUA

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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO



CAMILO SARMENTO CAVEIRO



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                                                               Dedico este Livro,


A minha mulher e meus filhos, unidos no mesmo sofrimento causado pela situação injusta, que me deram força para suportar com dignidade todas as adversidades;
A todos os amigos de Vila Pery que nas horas do perigo, e com o risco de lhes acontecer o que me acontecia, me apoiaram o mais que puderam;
A toda a população de Vila Pery, de todas as raças e credos, com quem convivi e a quem procurei servir o melhor possível no exercício das minhas diversas funções.



ADVERTÊNCIA

Este pequeno livro é um breve relato de factos, verdadeiros, autênticos, dos muitos que ocorreram em Moçambique, antes, durante, do início da descolonização.
E um olhar, um relance, mas sério e atento, e magoado, sobre um calamitoso fenómeno, num momento histórico, ao que parece ainda não devidamente apreciado, ainda não ponderado e valorado, pelos historiadores de verdade.
É a realidade parcelar, num tempo e local determinado, vista, vivida e ponderada por alguém, um certo agente, portanto segunda uma perspectiva pessoal, a do autor. Necessariamente limitada.
É um testemunho, uma achega, um contributo, a juntar a muitos outros escritos mais importantes, que outros autores com mais talento e melhor posicionados melhor souberem registar para os vindouros, para a história, o que foi a trágica descolonização, os seus graves efeitos e maléficas consequências.
Factos que se procurou fazer compreender num enquadramento histórico global, nacional ou local, conforme as situações, e interpretar à luz da realidade vivida nos anos que se seguiram ao clímax dos horrores, em cuja vivência se confirmou o que na época o natural bom senso deixava adivinhar.
Face à contraprova da verdade que o tempo mostrou, devem ser rasgadas as cortinas que encobrem a mentira, devem ser desfeitos os mitos dos falsos heróis e desmistifcada a propaganda da bondade da descolonização.
E deverão ser punidos, pelo menos pela censura da opinião pública, os fautores, os responsáveis, de tão desgraçada e criminosa ocorrência.
                                                                            * * *
O livro não tem valor literário, não tem escopo político, não defende ideologias, não é partidário, não tem fins comerciais. È um simples relato. Uma narrativa sem pretensões...
Ao tempo em que foi determinado, segundo o impulso de uma profunda indignação, teria por finalidade, verificamos hoje que demasiado pretensiosa, de chamar à razão, de sensibilizar, os portugueses em geral, para o tratamento desumano que alguns dos nossos compatriotas estavam sofrendo em Moçambique. Hoje serenamente, decorridos mais de vinte anos, salve os portugueses que padeciam, sem causa e sem razão, nos cárceres da Frelimo, o objectivo é exclusivamente conseguir alcançar a justiça da verdade, que a todos os portugueses e à comunidade internacional, é devida.
Parece-nos pois conveniente e oportuno, à passagem dos 500 anos da descoberta de Moçambique, que a matéria tratada seja objecto de discussão e julgamento no Tribunal da Opinião Pública.
                                     Lisboa, 22 de Maio de 1998
                                                                                                  O Autor


OS CAPITULOS COM ALGUNS  EXCERTOS



O Golpe de teatro
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Os antecedentes
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O ambiente geral
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Da história...
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Vila Pery: de vila a cidade...
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A profissão
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A Guerra...
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O 25 de Abril...
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O acordo de Lusaka
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A Independência
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A derrocada
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Os pretextos...
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A prisão
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Os meus companheiros de prisão
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A liberdade
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Na politica não há vergonha...
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Epilogo
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Da constituição do Tribunal da Opinião Pública:
Antes de terminar quero deixar aqui uma proposta: - Que todos os lesados e ofendidos com a descolonização, directa ou indirectamente, portugueses, moçambicanos, ou de outros países, sem vergonha e sem receios, revelem todos os factos merecedores de censura moral e política, com todos os seus efeitos danosos, indiquem e apontem os seus autores ou responsáveis, e promovam sempre e em todos os momentos, e por todos os meios, através da comunicação social, livros ou quaisquer outras vias, a revelação da verdade histórica da descolonização, e promovendo a condenação e censura dos políticos responsáveis por tais danos e lesões pessoais. Num movimento que só deverá terminar quando esses responsáveis sofrerem claramente a condenação social e histórica dos seus crimes.
                 
                                                                                                            Fim


Contacto: Distribuidora Chimoio, Lda - Tel/Fax: 218486593


Edição de Outubro de 1998

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