A BIBLIOTECA DO MACUA

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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO



ILIDIO ROCHA



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A IMPRENSA DE MOÇAMBIQUE
por ILIDIO ROCHA

Documentalista e investigador bibliográfico, Ilídio Rocha (n. 1925) fixou-se em Moçambique no ano de 1948, tendo aí trabalhado no Instituto de Investigação Científica (1962-1970), ao mesmo tempo que se dedicava à rádio e ao jornalismo. Foi ainda director do Centro Nacional de Documentação e Informação de Moçambique, bem como dos organismos que o precederam (1970-1979).
Tem colaboração literária espalhada por jornais e revistas de diversos países. De entre a sua obra, destacam-se os seguintes volumes: Sargaço (narrativa, 1959); A Arte Maravilhosa do Povo Chope (ensaio, 1962); A Ilha das Mulheres Arcanos: Fragmentos do Livro da Iniciação (romance, 1994) e o Catálogo da Livraria do Convento da Arrábida e do Acervo que lhe estava anexo (1994).
Ultimamente adaptou e actualizou para uso de estudantes universitários estrangeiros um Roteiro de Literatura Portuguesa, e é o coordenador do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas.


PREFÁCIO


                                           
Primeiro parágrafo, do primeiro texto, do primeiro periódico de Moçambique:
                                                                                                                        A Imprensa é um dos melhores
                                                                                                                             inventos do espírito humano.
                                                                                               Ela tem prestado os mais importantes serviços
                                                                                                           ao comércio, à indústria, aos interesses,
                                                                              e à civilização duma grande parte dos povos do Universo.
                                                                                                                                         O Governador-Geral
                                                                                               [major Vasco Guedes de Carvalho e Meneses]
                                                                                     in Boletim do Governo da Província de Moçambique,
                                                                                                                                  n 1, 13 de Maio de 1854.


1.  Fanático por papel impresso desde muito pequeno - aos seis anos já merecia de meus Pais a alcunha de "O Rato dos Papéis" - cedo comecei a ler jornais, posto que não tanto assim para quem aprendeu a ler letra impressa aos três anos. Um privilégio que mereci por artes de uma Madrinha que, para além de ser íntima dos irmãos Teixeira de Pascoaes, conseguia conjugar umas tais amizades amarantinas com o ser irmã de Adelaide Cabete e, quiçá por extensão, admiradora incondicional de Maria Montessori, cujos livros possuía nas edições originais.
Posto isto, se a Madrinha era dependente de O Comércio do Porto, onde o marido colaborara enquanto vivo e desde os tempos da fundação pela via da amizade que o unia a Bento Carqueja, seu colega de docência, o Pai era fanático de jornais: assíduo de O Primeiro de Janeiro, assinante de O Diabo e, mais tarde, de O Sol, do seu amigo Lello Portela, a quem aliás ajudara num aperto político, acabaria leitor e correspondente de O Comércio do Porto, para aí levado pelo seu também amigo Angelo Vaz. Comércio do Porto de quem eu haveria de ser, por mais de uma década, correspondente na África Austral. Isto tudo para dizer o como, o porquê e o desde quando me interesso por jornais.
E já nem conto com o milagre de ter visto as minhas prosas começarem a ser publicadas em gazetas quando tinha catorze anos e com o facto de ter ajudado a fazer algumas dessas gazetas, como simples colaborador, como repórter, como redactor, como chefe da redacção, como co-director e, até, como fundador, e de, nessa minha actividade, sempre paralela das que tive por principais ao longo da vida, ter merecido a sorte de protagonizar alguns interessantes episódios ligados a folhas diárias. E, tudo, sem contar com aqueles outros casos que não quis ou não pude viver, como, por exemplo, ser correspondente de uma pool de jornais argentinos e espanhóis na Guerra da Coreia. E, para contar a história toda, pelo menos esta, a colega brasileira que aceitou ir no lugar que me era destinado foi feita prisioneira dos Coreanos.
Posta esta introdução de que desde já me desculpo ser um pouco autobiográfica, passemos a como cheguei àquilo a que este livro vem.

       2. Em 1962, ocorreram quase simultaneamente dois acontecimentos para mim importantes: entrei, juntamente com minha Mulher, para os quadros do Instituto de Investigação Científica de Moçambique, onde tive como primeira tarefa dirigir a catalogação de todos os periódicos existentes nas muitas e ricas bibliotecas da então cidade de Lourenço Marques (1) e ajudar, como planificador, fundador e integrante do pequeno grupo que o manteve independente durante seis meses, a criar um jornal pioneiro e quase inacreditável no regime que então Portugal vivia - A Tribuna.
Neste mergulho no mundo mais profundo do papel impresso em Moçambique, tive imediatamente a percepção de quanto esse mundo havia sido rico e logo desde aquele recuado ano de 1854 em que a Colónia teve pela primeira vez prelo e gazeta. Rico, é evidente, de história, quer dizer, de coisas muito belas ou apenas muito curiosas e de grandes ou, não poucas vezes, grandecíssimas patifarias. Daí a querer-lhe estudar a história, não só por curiosidade e vício, mas também para a contar, foi o nascer quase instantâneo de um entusiasmo, de um interesse, que hoje aqui venho mais uma vez prosseguir.
Assim, em 1965, tendo descoberto com minha Mulher, no prosseguimento da preparação do tal Catálogo dos periódicos e seriados existentes nas bibliotecas da capital de Moçambique, o quão rica e antiga era já a imprensa agrícola naquele território, publicámos uma Contribuição para a história e catálogo dessa imprensa (2). Aí arrolámos 27 periódicos ou seriados, publicados entre 1908 e a data do trabalho. E, logo para começar, o registo de um recorde histórico: a primeira publicação moçambicana dedicada exclusivamente a temas agrícolas (1908) continha o que parece ser um dos mais antigos regulamentos de sanidade vegetal publicados em todo o Mundo - o dos Estados Unidos da América, tido como o mais antigo, é datado de 1912.
Dessa experiência, ficou-me também uma certeza: por muito interessantes que fossem alguns dos quadros dessa história que me propunha contar, não seria nem justo nem honesto fazê-lo sem os enquadrar, por um lado, na catalogação de todos os periódicos ali publicados e, por outro, na própria história da Colónia. E, assim, logo me lancei na inventariação o mais rigorosa e exaustiva quanto possível das publicações periódicas e seriadas de Moçambique, com destaque, naturalmente, para as noticiosas e políticas, ao mesmo tempo que ia estudando todas as fontes bibliográficas que ao tema diziam directa ou indirectamente respeito.
       E, com o material até então reunido, já me foi possível, em 1973, corresponder a um convite do José Luís Cabaço para escrever um texto de Introdução à História da Imprensa em Moçambique, a fim de com ele envolver e justificar uma belíssima série - e não foram publicadas todas - de fotografias de primeiras páginas de jornais moçambicanos desde o primeiríssimo e já noticioso Boletim do Governo da Província de Moçambique (1854) até ao então nascido A Voz do Norte (1973), da autoria do extraordinário fotógrafo que é Ricardo Rangel (3).
3. Mas, a esse tempo, ainda as minhas investigações iam no adro, como verificaria mais tarde, posto que já tivesse reunido umas boas centenas de referências. Foram necessários outros factos - para mim felicíssimos acontecidos - para conhecer alguma da história sempre escondida pela mui cuidada higiene política e religiosa a que os Portugueses foram sujeitos durante décadas - nalguns casos, durante mais de um século. E cito, como exemplos, ter sido escolhido, sucessivamente, para ser o intermediário entre os conhecedores dos respectivos esconderijos e as autoridades do Moçambique da transição para a independência, na entrega dos arquivos da Casa dos Trabalhadores e do jornal O Emancipador, e de alguma documentação, livros e objectos pertencentes à Maçonaria, dois espólios guardados a bom recato há mais de quarenta anos por familiares dos respectivos intervenientes principais. Quarenta e tal anos durante os quais os esbirros do Estado Novo nunca se cansaram de os procurar, posto que sempre em vão.
Aos dois acontecimentos acima citados e a arquivos que, entretanto, foram tornados acessíveis, deve somar-se o facto de, tendo deixado a direcção do Centro Nacional de Documentação e Informação de Moçambique em 1979 e só tendo regressado a Portugal em Outubro de 1980, ter podido, mais disponível e sem a responsabilidade que até então me ocupava tempo e cabeça, dedicar-me à investigação e sobretudo à sistematização do material até ali obtido sobre a, como já disse, rica história da imprensa de Moçambique. Desse trabalho nasceria em Março de 1980, no âmbito interno daquele Centro, uma edição preliminar, mimeografada e ainda incompleta, de um Catálogo dos Periódicos e Principais Seriados Editados em Moçambique (...): 1854-1975 (4). Essa primeira versão restrita incluía a referência a 922 títulos.
       
4. Regressado a Portugal, como disse, no início de Outubro de 1980, pude aqui complementar algumas informações de que não dispunha em Moçambique e ultimar um verdadeiro catálogo da imprensa daquela ex-Colónia portuguesa, com as lacunas naturais numa investigação que, entre outros obstáculos, enfrentou dois de algum peso. O primeiro é o de não existirem em Portugal coleccionadores de jornais - não há a tradição nem a tal tipo de papel impresso se dá grande importância. O segundo e não menor, os sucessivos ataques políticos, castrenses, religiosos ou muito simplesmente policiais às redacções e aos seus produtos, com empastelamentos, atentados, apreensões, fogueiras, prisões e tudo o mais de que a repressão é capaz, que fizeram desaparecer tiragens inteiras, quando não todos os números, de vários jornais. Ora, como consequência conjugada dessas duas realidades, os arquivos e as bibliotecas nacionais têm as suas colecções muitíssimo limitadas em títulos ou quase sempre truncadas para os títulos de que possuem alguns exemplares.
Mas se então, por força desses escolhos, não terei chegado à inventariação total, cheguei, pelo menos, a uma muito grande aproximação, pois julgo serem muito escassas e pouco importantes as lacunas de que o meu trabalho de catalogação então ainda era vítima. E, com ele, graças à compreensão do Dr. Sá Machado, ao tempo assessorado pelo querido e saudoso amigo Mário António, fui apoiado pela Fundação Gulbenkian na edição, que veio a realizar-se em 1985, do Catálogo dos Periódicos e Principais Seriados de Moçambique: Da Introdução da Tipografia à Independência (1854-1875). Esta primeira edição do Catálogo, que já registava 1000 títulos, era complementada por uma Introdução onde, muito brevemente, eram citados os factos mais importantes da história da imprensa daquela então colónia portuguesa (5).
5. Ora o que se apresenta a seguir é o desenvolvimento daqueles trabalhos. Por um lado, esboçando uma história da imprensa política e noticiosa de Moçambique, naquilo que ela teve de mais importante, conjugada com uma cronologia dos acontecimentos mais relevantes para a história da presença portuguesa naquela Colónia após a introdução ali da tipografia e, por outro, reeditando o Catálogo agora melhorado com o resultado da revisão que lhe fui podendo fazer, graças à recolha de novos ou mais correctos elementos, e aumentado para 1010 referências.
Gostaria de salientar, para encerrar esta já longa introdução, que a história da presença de Portugal naquele território que procura hoje ser uma nação chamada Moçambique, naquele período a que, com alguma verdade, se pode passar a chamar de colonial, só poderá ser escrita se se lhe estudarem, com isenção e rigor, duas histórias: a da sua imprensa e a da sua Maçonaria.
A primeira, porque é o retrato de toda uma sociedade, seus interesses e seu comportamento; a segunda, porque será a história do grupo de pressão mais importante da Colónia, responsável por tudo o que nela foi mais saliente em progresso, desde a transição do século XVIII para o XIX até aos anos sessenta do século XX, em que a laicização do ensino secundário em todos os distritos do território e a instalação dos estudos universitários constituíram actos finais e importantíssimos de uma Ordem ou do seu espírito e de seus clarividentes irmãos, mesmo que alguns então já "a coberto".
Procurarei, ainda, voltar à segunda daquelas histórias, numa outra oportunidade.
6. Mas se referi acima o apoio do Dr. Sá Machado e do saudoso Mário António para a primeira edição daquilo que neste livro consta da segunda parte e é nela revisto e aumentado, o Catálogo, e a gratidão que por isso lhes devo, faltam ainda aqui registar alguns agradecimentos. Nomeadamente:
- ao Dr. José Soares Martins (José Capela para quem não saiba) pela generosidade com que sempre pôs à minha disposição os seus riquíssimos ficheiros sobre Moçambique, nascidos de uma persistente investigação nas fontes da história daquela ex-Colónia portuguesa; até porque, não raro, durante essa sua investigação, ao encontrar elementos que poderiam ser úteis ao meu trabalho, redigiu deles fichas, a mim propositadamente destinadas e que tão preciosas foram;
      - ao Dr. António Sopa, da Universidade Eduardo Mondlane, pelas notas que me forneceu, já depois da minha fixação em Portugal, resultantes da sua própria investigação no Arquivo Histórico de Moçambique.
A estes dois investigadores que, como disse, me deram preciosas ajudas, coisa não tão banal assim, convenhamos, terei de acrescentar todos aqueles que massacrei com perguntas ou incomodei solicitando autorização para ver papéis ou, simplesmente, a informação de onde os encontrar.
E, para além e acima de todos, eles que me perdoem, terei de registar aqui a gratidão que devo a minha Mulher que, tendo iniciado comigo, como disse, as pesquisas fundamentais, participando do entusiasmo por um tal tesouro que não sei bem se dele consegui dar o adequado testemunho, acompanhou tudo o resto, ora com a paciência de quem vê roubado tempo que lhe deveria pertencer, ora com o seu conselho, ora mesmo com a sua ajuda, neste volume representada, principalmente, pela presença na elaboração de todos os índices.
A todos, bem hajam.
Ilídio Rocha

Notas:
(1) Tanto nesta introdução como no restante da obra que ela abre, são utilizados os nomes que as localidades tinham à data do facto relatado ou da edição do periódico a que me estiver a referir. Assim, devem ser tidas em consideração as equivalências para os actuais topónimos, assinaladas no índice geográfico do Catálogo constante da sua 2a parte deste trabalho, mas que adianto desde já:
Aldeia da Madragoa - Limpopo
Lourenço Marques - Maputo
Porto Amélia - Pemba
Vila Alferes Chamusca - Guijá
Vila Cabral - Lichinga
Vila de João Belo - Xai-Xai (por vezes aparece grafado Chai-Chai)
Vila Junqueira - Gurué
Vila Pery - Chimoio
Ter ainda em consideração que na actual divisão administrativa de Moçambique os antigos distritos são designados por províncias e os antigos concelhos ou circunscrições por distritos.
(2) ROCHA, Ilídio; CARVALHO, Rosa de J. Borges de - Publicações Agrícolas de Moçambique: Contribuição para a sua História e Catálogo -  Lourenço Marques: Serviços de Agricultura; Serviços de Veterinária, 1965. 73 p. ("Publicações", Ser. B., n30).
(3) ROCHA, Ilídio -  Contribuição para a História da Imprensa em Moçambique. -  Lourenço Marques: 1973. 132 p., il.
(4) ROCHA, Ilídio - Catálogo dos Periódicos e Principais Seriados Editados em Moçambique: 1854-1975 - Maputo: Centro Nacional de Documentação e Informação de Moçambique, 1980. IX, 224 p. ("Documento de Trabalho", n 1, mimeografado).
(5) ROCHA, Ilídio - Catálogo dos Periódicos e Principais Seriados de Moçambique: Da Introdução da Tipografia à Independência (1854-1975) -  Lisboa: 1985. 175 p.


ĺNDICE GERAL

Prefácio
Notas

1 Parte

Cento e vinte anos de imprensa política e noticiosa (1854-1974)

I. Da introdução da tipografia à passagem de Lourenço Marques a cidade

   Contexto histórico (1854-1887
)
   1. A introdução da tipografia
   2. O
Boletim Oficial
   3. Como nasceu a censura prévia
   4. Os jornais da primeira capitai da Colónia
   5. Quelimane: a primeira imprensa discordante
   Notas


II. Do primeiro jornal de Lourenço Marques à mudança da capital
   Contexto histórico (1888-1898)
   1. A imprensa nasce com a cidade
   2. Imprensa verdadeiramente noticiosa e bilingue
   3. Beira e a Companhia de Moçambique
   4. Ibo e a Companhia do Niassa
   5. A cidade de Moçambique deixa de ser capital
   Notas


III. Da mudança da capital à implantação da República
   Contexto histórico (1898-1910)
   1. A imprensa de língua inglesa e o primeiro diário
   2. Maçonaria e propaganda republicana
   3. O primeiro jornal humorístico
   4. A burguesia colonial não republicana defende-se
   5. A primeira associação de classe e o primeiro jornal republicano
   6. A imprensa libertária em dois passos e uma ligação
   7. Os começos da imprensa para africanos
    Notas


IV. Da implantação da República ao fim da Grande Guerra

   Contexto histórico (1910-1918)
   1. Os jornais da República
   2. A imprensa operária
   3. Os jornais de outros interesses
   4. Na Beira, nem tudo ia bem para a Companhia de Moçambique
   5. Outros jornais da Beira, de Inhambane, de Quelimane, de
Moçambique e do Ibo
   Notas


V. Do final da Grande Guerra à Ditadura
   Contexto histórico (1919-1926)
   1. Notícias de uma elite:
O Brado Africano
   2. Um exemplo exemplar:
O Emancipador
   3. Os farmacêuticos e a direcção dos jornais
   4. Nasce a sempre frágil imprensa desportiva
   5. Os Indoportugueses e a imprensa católica
   6. O
Notícias: uma existência cheia de contradições
   7. A "Lei João Belo" e o último grito de liberdade
   Notas


VI. Da "Lei João Belo" à imprensa católica
   Contexto histórico (1927-1951)
   1. As estatísticas retratam a repressão
   2. Falsas esperanças e tentativas falhadas
   3. A tentação de possuir um diário
   4. Uma tentativa falhada e outra conseguida
   5. O jornal da Maçonaria da Beira
   6. Em defesa da língua portuguesa
   7. Um sonhador militante, o
Sulco e o Agora
   8. Os estranhos berços da literatura moçambicana
   9. Os jornais oficiais da União Nacional
  10. Imprensa católica em dois registos
   Notas


VII. Da imprensa católica à Tribuna
   Contexto histórico (1952-1962)
   1. A Arquidiocese de Lourenço Marques compra um diário
   2. Duas revistas, um vespertino e nova direcção no Notícias
   3. Mais publicações católicas e uma protestante
   4. A União Nacional ataca nos subúrbios
   5. O fenómeno Voz Africana: as cartas à redacção
   6. O sonho de A Tribuna: um novo comportamento ético
   Notas


VIII. A estatização da imprensa
   Contexto histórico (1963-1974)
   1. A morte prematura de A Tribuna
   2. O Notícias muda de mãos e de direcção
   3. Um sonho breve chamado Voz de Moçambique
   4. O Notícias da Beira torna-se diário
   5. O falso projecto Diário de Moçambique
   6. Uma revista aparentemente não "estatizada"
   7. E assim chegou Abril de 1974
   Notas


2 Parte

Catálogo dos periódicos e seriados de Moçambique: da introdução da tipografia à independência

Introdução ao Catálogo
   Notas
   Constituição da referência Legenda
   Periódicos e seriados de Moçambique (1854-1975)
   Fontes
     1. Bibliotecas e Arquivos consultados
     2. Bibliografia

índices auxiliares


   índice onomástico e de instituições (catálogo)
   índice ideográfico (catálogo)
   índice geográfico (local de edição) (catálogo)
   índice de línguas de edição (excepto a portuguesa) (catálogo)


Leia aqui

1 PARTE

CENTO E VINTE ANOS
DE IMPRENSA POLITICA E NOTICIOSA

(1854-1974)

Edição de Outubro de 2000

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