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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO
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Quando vaidades e a febre do mando ultrapassam quereres e poderes, impera a rebelião.
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Desse para onde desse, este livro tinha que ser escrito! Aproveitando a minha nova estadia na
Metrópole, (1967-68), no propósito de concretizar o meu objectivo recorri a embaixadas, consulados, repartições,
agências oficiais, ministérios, directorias. E ao longo de catorze meses amarguei consecutivos não-não-não.
Mas, aturasse o que aturasse, esta obra havia de ser feita! Portanto, precisando de colher elementos
indispensáveis, pedi informações a diversas entidades oficiais e particulares. A maioria enfermava da
doença comodista que conduz a: «Não me dá proveito; nada respondo». E quase ninguém ligou importância
aos meus pedidos. Contudo, nem que fosse necessário adiar a própria morte!, este livro tinha que
ser realizado!
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Depois recorri à imprensa e a outros sectores de informação. Pouco lucrei. Porém, soprasse
o vento que soprasse, esta obra havia de surgir! Renitente na adversidade, obstinado na ideia
fixa, esforçei-me e persisti noutras tentativas; em vão. Todavia, este livro tinha de aparecer!
Não regressei a Moçambique tal como de lá saí, não...; transportava pesado fardo com sabor a derrota
pelos catorze meses de sucessivas respostas negativas; mas..., como a sorte geralmente ajuda quem luta
com boa intenção e sem desfalecimentos, num acaso feliz entre o Cabo da Boa Esperança e Lourenço Marques
consegui recolher preciosas informações. E porque o livro tinha de acontecer!, fizesse o calor que
fizesse ou chovesse como chovesse!, só descortinava mais esta solução: fechar-me uns meses em cadeia
de terroristas. Estava pensado e desejado: a obra havia de ser escrita aprofundando estudos e com
as informações a obter de elementos antes ligados de alguma forma a movimentos subversivos. Tentei, lutei
— e finalmente venci!: ocupei a cela 21 do pavilhão 7.
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Chama-lhe o autor de "ROMANCE-DOCUMENTO" e com toda a propriedade. Nomes reais, datas reais e locais
reais. Romance, talvez 10%, que serve para enquadrar o desenrolar dos acontecimentos e melhor retratar
todos os envolvidos. Dar-es-Salam é o centro de tudo. Agostinho Caramelo é dos maiores escritores
que Moçambique já teve com muitas obras editadas e reeditadas, mas que, para a FRELIMO, é como se não
tivesse existido. O que facilmente se entenderá com o correr da leitura. Como também se entenderão
muitas das situações ocorridas com e após independência, até aos dias de hoje. Este volume é o primeiro
de uma trilogia. O II abrange os anos de 1963-64. A actuação do régulo Megama, pelo Norte de Moçambique,
apenas aflorada nestas páginas, será desenvolvida no III volume. NOTA:Este primeiro volume
em edição de autor tem 541 páginas e foi editado em 1970. Recomendamos a sua impressão(guarde e imprima)
para uma leitura mais fácil, como aproveitamos para pedir desculpa dos erros da digitalização que fizemos.
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Siglas que aparecem no texto
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Primeira Parte -- Ano de 1959 (26 pág. 181kb)
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Segunda Parte - Ano de 1960 (38 pág. 412KB)
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Terceira Parte -- Ano de 1961 (84 pág. 595kb)
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Quarta Parte ---- Ano de 1962 (92 pág. 666kb)
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