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INSTRUMENTOS
MUSICAIS
DE
MOÇAMBIQUE
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O que apresentamos nesta página é totalmente extraido do livro
INSTRUMENTOS MUSICAIS DE MOÇAMBIQUE
da etnóloga
MARGOT DIAS,
em edição do então existente Centro de Antropologia Cultural e Social
do Instituto de Investigação Cientifica Tropical e publicado em 1986.



Do prefácio, por Gerhard Kubik, respigamos:
...Margot Dias nasceu a 4 de Junho de 1908 em Nuremberga.Fora inicialmente pianista - obteve o diploma do Curso Superior de Música da Academia Nacional de Música em Munique - e principiou as suas actividades de etnóloga e etnomusicóloga em Portugal em 1948, na qualidade de bolseira do Instituto de Alta Cultura (do Ministério da Educação Nacional), adstrita à secção de etnografia do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular e mais tarde, como investigadora do Centro de Estudos de Antropologia Cultural, criado em 1962 em Lisboa, ambos para serem dirigidos pelo Prof.António Jorge Dias.
    O material em que se baseia a obra presente foi colhido, na maior parte, durante as viagens de investigação de campo realizadas durante os anos de 1957-1961.
...O trabalho agora publicado apresenta o primeiro dos estudos sistemáticos, elaborados até hoje, abrangendo os instrumentos musicais de Moçambique.
...Margot Dias é reconhecida mundialmente, entre os peritos da especialidade, como etnomusicóloga do espaço moçambicano e como a cientista com os conhecimentos mais vastos e mais aprofundados da cultura dos Makonde.
                                  Viena,23 de Julho de 1981
                                                    GERHARD KUBIK
                                                    IUAES Comission for Urgent Anthropological
                                                    and Ethnological Research


NOTA:
As músicas que podereis escutar, de imediato em "instantplay", estão incluidas numa cassete audio que acompanha a obra.


PRIMEIRO GRUPO

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Xilofone de teclas soltas, dimbila, tocado por dois rapazes em Nangonga, Planalto Makonde, em Agosto de 1958 e xilofone de teclas soltas, dimbila, tocado por dois homens(entre 30 e 40 anos) em Antupa, Planalto Makonde, em Agosto de 1957.

SEGUNDO GRUPO

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Xilofone de teclas fixas, com ressoadores, timbila, tocado por um shangana, o Régulo Bungane.Região de Nyankutse, Gaza, em Julho de 1958

TERCEIRO GRUPO

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Lamelofone, chitatya, tocado por homens.Nangonga, perto de Muidumbe e em Malia, Planalto Makonde, em Agosto e Setembro de 1958.

QUARTO GRUPO

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Tambores makonde de tipo neha, likuti e chinganga, tocados na dança do Mapiko, rito likumbi. Planalto makonde, em Kuanalupapa(Setembro de 1958) e Liangatamwa(Agosto de 1957).
Tambor Njonjo, tocado por Soga, em Mulumba, na dança da festa da instituição de um novo Humu*. O tocador de tambor Njonjo, chama pelo nome próprio os Humu*, um de cada vez, para fazerem o seu passo de dança pessoal, designado por lino. Cada dança tem o seu ritmo próprio e pertence ao seu executante.Esses chamamentos ficaram na gravação, bem como o ambiente de euforia que se vivia.

*O humu é uma personalidade de alta classe, espécie de conselheiro da linhagem, que tem certos previlégios e deveres. ... Não exprime as suas opiniões directamente, tem um "secretário", que serve como ligação com o "mundo"...."

QUINTO GRUPO

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Arcos musicais, tocados por homens Lenge, de cerca de 20 anos, perto de Cai-Chai, Gaza, em Julho de 1959.

SEXTO GRUPO

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Rebeca ou viola de pau espetado, monocórdica, kanyembe, tocado por Emuike (homem de cerca de 60 anos). Nkamati, Planalto Makonde, em Setembro de 1958.

SÉTIMO GRUPO

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Citara de tábua, mbangwe, tocada por um rapaz de 16 anos. Malia, Planalto Makonde, em Setembro de 1958.

OITAVO GRUPO

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Duos de flautas globulares, chiguviu, tocadas por rapazes e raparigas lenge, dos 12 aos 15 anos. Gaza, em Julho de 1959 e duos de raparigas shangana em Mpumulane.

NONO GRUPO

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Flauta travessa, chitiringo, tocada por rapazes Lenge. Marrameni, Gaza, em Julho de 1959 e flauta travessa, talumbeta, de bambu, tocada por um rapaz makonde de cerca de 17 anos. Chepo, Planalto Makonde, em Setembro de 1957.

DÉCIMO GRUPO

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Canto de homens makonde. Mwangalie, Planalto Makonde, em Setembro de 1957.

DÉCIMO PRIMEIRO GRUPO

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Canto de mulheres makonde. Diankali, Planalto Makonde, em Setembro de 1957.

DÉCIMO SEGUNDO GRUPO

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Coro de homens makonde. Diankali, Planalto Makonde, em Setembro de 1957. O leader de coro, Ntchoake, acaba todos os cantos com as palavras Ntchoake washonga muimbo (Ntchoake inventou este canto).

DÉCIMO TERCEIRO GRUPO

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Choro ritual feito pela neta de uma velha mulher que morreu, durante o enterro, no trajecto de casa para a sepultura.

DÉCIMO QUARTO GRUPO

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História contada por Elinestu, de cerca de 30 anos, em Antupa, Planalto Makonde, em Setembro de 1957. A história é sobre pássaros que elegem entre si o administrador, o régulo e o cipaio.

DÉCIMO QUINTO GRUPO

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História contada por Mitema, com cerca de 22 anos, em Mueda, Planalto Makonde, em Setembro de 1958. A história passa-se entre animais.


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SE JÁ OUVIU ALGUMAS DESTAS DELICIOSAS MÚSICAS, CANÇÕES OU HISTÓRIAS, VEJA AGORA AS FOTOS
INSERIDAS NO ALBUM

INSTRUMENTOS MUSICAIS DE MOÇAMBIQUE


Não deixe agora de ouvir alguma da mais expressiva música tradicional de Moçambique


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MACUA DE MOÇAMBIQUE


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