BIOGRAFIAS

Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados pela primeira letra porque são conhecidos.

Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.


TRISTÃO DA SILVA

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Talvez tenha sido o primeiro fadista a aproveitar com amplitude os meios de comunicação social para atingir o sucesso.
Manuel Martins Tristão da Silva, nascido em Lisboa, transportará consigo, ao longo da vida, uma identidade, um pathos genuinamente lisboeta.
Começa a cantar fado castiço desde criança, nas matinées das casas típicas. Assim se manterá por largos anos, repartindo esta actividade amadora com profissões próprias dos rapazes dos bairros pobres da capital. Primeiro marçano, depois marceneiro.
Antevê na rádio o grande salto para a consagração. Para tanto transforma o seu repertório, aproximando-se do fado-canção, então mais aceite nos microfones da Emissora Nacional. Mas será sucessivamente reprovado na sua admissão à estação oficial.
Por influência e acção do maestro Belo Marques fará uma série de gravações que, somadas ao repentino e esmagador êxito de Nem às Paredes Confesso e de Maria Morena contribuíram para que a prestação de provas à Emissora fosse finalmente bem sucedida.
A carreira de Tristão da Silva estava definitivamente lançada, assente num estilo muito pessoal. Voz de base grave, com uma bela tessitura, interpretação repousada, estilo romântico.
Com Da Janela do Meu Quarto, Calçada da Glória, Aquela Janela Virada Pró Mar, Ai Se Os Meus Olhos Falassem, o fadista estabelecerá uma sólida reputação e conquistará um público fiel.

Marcos principais da carreira:

1937   É contratado com apenas nove anos, para actuar no Café Mondego, de Lisboa.
1954  Após anos de actuações
regulares em casas de fado, grava o seu primeiro grande sucesso: Nem às Paredes Confesso.
1955   Digressão à Madeira.
1956   Deslocação a Espanha, para gravação de uma série de discos. Digressão em África.
1957   Foi o segundo artista português a actuar na RTP, num programa ainda transmitido a partir da Feira Popular de Lisboa.
1960   Digressão ao Brasil, que durará quatro anos, e que inclui, igualmente, actuações na Bolívia, Chile, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru. Receberá o galardão de melhor atracção de music-hall internacional em São Paulo.
1964   Por insistência de Vasco Morgado, regressa triunfalmente a Portugal e integra o elenco da revista Férias em Lisboa. Volta ao Brasil para resolver alguns negócios. Regressa a Portugal e retoma o circuito das casas típicas e das boites.
Morre num acidente de automóvel.


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