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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Quando vence, no palco do Tivoli, o Festival RTP da Canção com Menina, de Ary dos Santos e Nazareth Fernandes,
Tonicha acaba de revelar ao público uma canção tão marcante que quase se poderia pensar que valeu toda
uma carreira. Nada mais injusto para Antónia Tonicha, alentejana de Beja, nascida em 1946. Ao longo
da sua precoce e extensa vida de intérprete conhecerá muitos outros êxitos, em diversos géneros. Não
se limitou à canção ligeira. Foi uma notabilíssima intérprete de folclore, talvez a maior dominante da
sua carreira, emprestando a temas tradicionais uma voz fresca e uma interpretação enérgica. Na memória
de todos ficam temas como Senhora do Almurtão ou Resineiro. Foi também uma generosa intérprete de muitas
canções, destacando-se os temas da dupla Ary-Nazareth Fernandes. A procura de autores de qualidade
constituiu uma preocupação de Tonicha, mesmo quando, paralelamente, se dedicava a trabalhos mais comerciais.
É assim que, tendo já ganho diversos prémios de popularidade, arrisca a sua carreira gravando temas de
José Cid em 1967 (La Mansarde, O Caminheiro) com os quais perde dinheiro mas ganha prestígio artístico.
É esse prestígio que levará Ary dos Santos a escrever para ela, tal como mais tarde escreveriam Joaquim
Pessoa e Carlos Mendes. Os grandes êxitos populares Zumba na Caneca e Zé Que Fumas, no final da década
de setenta, vêm confirmar a vocação desta eclética intérprete para conquistar os favores do público,
ainda que, por vezes, cedendo ao popularucho. Ela que, em 1971, no rescaldo do Festival, tanto se alegrara
porque "pela primeira vez cantei um poema dum autêntico poeta". Ao longo da sua carreira gravou mais
de 600 canções e centena e meia de discos.
Marcos principais da carreira:
1961 Inicia
a sua preparação artística com Nóbrega e Sousa. Após entrar nos quadros da Emissora Nacional integra
os elencos de diversos programas da estação. 1962 Estreia-se na televisão. Recebe aulas de canto
com Corina Freire. 1964 Início da sua carreira profissional. 1966 Primeiro Prémio no Festival
da Canção da Figueira da Foz. Participa no filme Sarilhos de Fraldas. 1967 Vence de novo aquele
Festival. Ganha o Oscar da Imprensa para melhor cançonetista do ano e o Microfone de Ouro do RCP, e é
eleita Mulher Portuguesa do Ano pelo Clube das Donas de Casa. Grava temas de José Cid. 1971 Vence
o Festival RTP da Canção com Menina. A sua participação no Festival da Eurovisão rende-lhe o oitavo lugar
e uma série de contratos internacionais. 1972 Grava versões portuguesas de canções de Patxi Andion.
1976 Regressa ao Festival RTP com Canção da Amizade. Produz o seu próprio espectáculo no Teatro São
Luís. 1980 Grava Ela por Ela com canções de Carlos Mendes e Joaquim Pessoa.
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