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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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O entusiasmo que Teresa Silva Carvalho entregou, durante uma boa parte da sua vida, ao canto, sobretudo
do fado, pode não ter tido equivalência numa carreira de êxito retumbante. Mas, com uma voz invulgarmente
talentosa e uma escolha de raro critério de autores e compositores, deixou uma obra do maior nível no
panorama da música popular portuguesa. As lições de canto com a professora Maria Amélia Duarte D'Almeida
revelam essa faceta empolgada de Teresa Silva Carvalho, que a elas chegava a tempo da aula ministrada
ao aluno anterior e ficava depois da hora, para mais aprender. D. Maria Amélia ainda tentou que Teresa
deixasse o fado para se dedicar à carreira de soprano dramática, para a qual tinha extraordinários dotes,
mas a cantora já então revelava uma das características mais fortes da sua personalidade: a noção da
independência. A par da actividade artística, Teresa Silva Carvalho abraçou vocações paralelas, que
preenchiam as suas ambições. É assim que se inscreve no Curso da Escola de Hotelaria, que veio a concluir,
e que, por um acaso do destino, não ingressou na transportadora aérea TAP, onde poderia ter realizado
um dos seus maiores sonhos: viajar. Do Curso da Escola de Hotelaria tirou proveito como colaboradora
do Hotel Palace do Buçaco e chefe de Relações Públicas do Hotel Balaia, no Algarve. Estas funções, contudo,
não a impediram de aperfeiçoar constantemente o brilhantismo da sua carreira. Após o enorme êxito
de Ó Rama, Que Linda Rama, Teresa Silva Carvalho escolheu, voluntariamente, um exílio pessoal, longe
das lides artísticas, entre a sua casa de Lisboa e a que fora de seu bisavô, em Cernache de Bonjardim.
Dedica-se à leitura, à contemplação e ao cultivo de flores. Passeia e fotografa constantemente. De Teresa
Silva Carvalho permanecem êxitos inesquecíveis como Canção Grata, Barca Bela e Amar.
Marcos principais
da carreira:
1956 Com 18 anos, dá o seu primeiro espectáculo em Fão, Ofir, por ocasião do Cortejo
dos Banhistas. Toca acordeão e canta o Fado Hilário e o Fado do Ciúme, acompanhada à guitarra e à viola
pelo pedreiro e o sapateiro da aldeia. Participa, por duas vezes, no programa Nova Onda, de Maria
Leonor, onde cantou Sur Aio Vie e O Velho Fado do Castanheiro. 1965 Viaja até ao Brasil, onde dá
o seu primeiro espectáculo de televisão. Actua em restaurantes típicos portugueses. Recebe, ainda no
Brasil, o primeiro convite para gravar. De regresso a Portugal, é convidada a actuar na Taverna do Embuçado,
de João Pereira Rosa, onde foi primeira figura durante anos. 1970 Recebe o Prémio de Imprensa,,
destinado à Revelação de 1969. Dá espectáculos e grava discos com base nos poemas de alguns dos maiores
nomes da literatura portuguesa. Vitorino produz e Teresa Silva Carvalho canta e grava Ó Rama, Que Linda
Rama, o maior êxito da sua carreira.
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