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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Dele se diz, numa única palavra, tudo o que há para dizer: a "Voz". Paulo de Carvalho mereceu, ao longo
de mais de três décadas de carreira, este epíteto. Curiosamente a sua carreira musical não começa
exactamente pelo canto, mas sim pela percussão, nos célebres Sheiks, onde era baterista, fazendo back-vocals.
Carlos Mendes era o vocalista do grupo. Mas a sua voz é incontornável e rapidamente lhe assegura popularidade
como cantor. Vindo da música pop, Paulo de Carvalho vai ser um dos expoentes máximos do Festival RTP
da Canção, que conquista em 1974, após anteriores prestações memoráveis. Com E Depois do Adeus, que será
uma das senhas do 25 de Abril, o cantor conquista, em definitivo, um lugar na história da música ligeira.
E essa era só mais uma das etapas da sua carreira. Após um período marcado pelo empenhamento político
(como era aliás próprio da época pós-revolucionária) Paulo de Carvalho parte de novo em busca de caminhos
próprios. Com MPCC (título que resume as iniciais do seu nome) aventura-se na composição. Este seu novo
talento servirá muitos outros artistas. Sem nunca deixar os Festivais, Paulo de Carvalho vai experimentar
um conjunto muito vasto de influências e géneros musicais, que, ao longo dos anos, vão passar pela música
negra norte-americana, pelo funky, pela música africana, pelo fado. Em todos estes géneros consegue criar
marcos importantes na música portuguesa devido à qualidade excepcional da sua voz e da sua inteligência
interpretativa. Para alguns críticos, as potencialidades de Paulo de Carvalho foram servidas por uma
carreira nem sempre bem orientada. Para muitos outros, certamente para o seu público, o excepcional cantor
e o assinalável compositor navegaram por muitas águas musicais... mas sempre na crista da onda.
Marcos
principais da carreira:
1963 É um dos elementos fundadores dos Sheiks. 1968 Abandona o
grupo. Participa nas formações Thilo's Combo e Fluido. 1970 lª participação no Festival RTP da Canção,
com Corre Nina, de Pedro Osório e Carlos Portugal. 1971 2ª participação, com Flor Sem Tempo, de
José Calvário. 1972 Com Maria Vida Fria participa no Festival Internacional do Rio de Janeiro.
1974 E Depois do Adeus vence o Festival RTP. Vai ser a 1ª senha dos Capitães de Abril. 1976 Grava
MPCC, começa a sua carreira de compositor. Compõe a célebre Lisboa Menina e Moça, para Carlos do Carmo,
com letra de Ary dos Santos. 1977 De novo no Festival da RTP, no grupo Os Amigos, que vence com
Portugal no Coração. 1978 Grava Volume I, com o tema Nini dos Meus Quinze Anos. 1980 2º Classificado
no Festival de Vina del Mar (Chile). 1982 Grava Abracadabra, a que se sucede Cabra Cega. 1985
Desculpem Qualquer Coisinha inclui o grande êxito Os Meninos do Huambo. 1994 Grava Alma e, no
ano seguinte33... Vivo. 1997 É editado o álbum ...de Portugal. 1999 Edita o álbum Mátria.
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