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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Lisboeta da Ajuda, Maria Luísa Martins Gaspar (para sempre conhecida e querida pelo público com o carinhoso
nome artístico de Mimi Gaspar) revelou desde cedo o seu talento multifacetado. Possuidora de uma bela
voz de soprano, que utilizava com técnica e conhecimento musical, Mimi Gaspar tinha ainda inegáveis dotes
de actriz, que tanto se exprimiam no teatro dramático como na comédia ou nos palcos da revista. É
claro que este talento foi reconhecido desde cedo pela própria família que, incentivada pelo Maestro
Tavares Belo, a levou a ingressar no Conservatório Nacional, onde teve oportunidade de aperfeiçoar e
expandir as suas qualidades de base. Ingressa ao mesmo tempo na Emissora Nacional, omitindo a idade,
visto que apenas tinha 13 anos e a idade mínima para entrar era de 16. No início da sua carreira será
intérprete de peças como Pátio das Camélias, O Chapéu de Palha de Itália, A Sogra de Luís XV. Mas rapidamente
se estreia no teatro de revista, ao lado dos consagrados Teresa Gomes e Eugênio Salvador, na peça Parada
da Alegria. Neste género será ainda figura destacada em peças tão marcantes como Eva do Paraíso, Lisboa
Antiga, Por Causa Delas ou Arraial em Lisboa. A sua voz levou-a a ser nome de destaque em operetas
como Passarinho da Ribeira, Rosa Brava, Campinos, Mulheres e Fado ou A Nazaré. Mas os seus talentos cénicos
exprimiram-se, também, em comédias como A Vida é Bela. Toda a carreira de Mimi Gaspar não pode ser
dissociada da relação pessoal e artística com o seu marido, Tomé de Barros Queirós, tenor de grande qualidade
com quem partilhou parte significativa das suas actuações em Portugal e no estrangeiro.
Marcos
principais da carreira:
1932 Nasce em Lisboa, na Freguesia da Ajuda, a 13 de Agosto. 1944
Representa pela primeira vez em público, com 12 anos, numa revista popular. 1945 Ingressa na Emissora
Nacional com 13 anos e começa a frequentar o Conservatório Nacional. 1947 Começa a representar teatro
dramático, ao mesmo tempo que actua na Emissora Nacional e nos programas publicitários da APA e Comboio
das Seis e Meia. 1950 Iníco de uma década de intenso trabalho, repartida pelo teatro ligeiro, operetas,
comédias, revistas e pelos microfones da rádio. 1954 Digressão a África (Angola e Moçambique), integrada
na Companhia de Giuseppe Bastos). 1956 Parte para o Brasil, onde permanecerá três anos, actuando
no Rio de Janeiro, tendo programas de rádio seus. 1959 Regressa a Lisboa e ao teatro de revista
na Companhia de Eugénio Salvador, no Teatro Maria Vitória.
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