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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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É um dos nomes menos recordados do fado, o que constitui uma injustiça para o seu talento e recursos
de fadista inspirado. Filho de Lisboa, onde nasceu em 1921, desde criança que despertou para a música
e para as cantorias. Era tal o seu gosto em cantar que, aos cinco anos, chegava a pegar em vassouras
e fingir que eram microfones. Começa, a pouco e pouco, uma carreira amadora que o levava a cantar onde
a oportunidade aparecia. Aos 15 anos o seu nome já anda de boca em boca e percebe que tem de se aventurar
profissionalmente na actividade que tanto adorava. Pede conselho a Filipe Pinto, que o encaminha para
José Miguel, à época um dos mais influentes (talvez mesmo o mais influente) dos empresários de artistas
em Portugal. Este contrata-o para actuar na verbena de Santa Catarina, então muito popular na vida social
da cidade. A partir daí Manuel Fernandes desenvolve uma carreira sempre em ascenção, cantando nas mais
importantes casas de fado da capital, como o Solar da Alegria, a Adega Machado, o Luso ou o Retiro dos
Marialvas. Em 1947 surge um dos seus êxitos mais marcantes, A Vassourinha, tema criado por ocasião
do nascimento da sua filha. Novos e grandes passos são dados: em 1952 assina o seu primeiro contrato
internacional e grava o seu primeiro disco. Será, ainda, elemento integrante do elenco do popular programa
radiofónico Os Companheiros da Alegria. Com o peso da idade a chegar, Manuel Fernandes retirou-se
discretamente das luzes da ribalta, mantendo ainda um leque de admiradores incondicionais do seu talento
de cantador do fado.
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