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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Do tempo do disco gravado em espiras que rodavam 78 rotações por minuto até aos dias de hoje, Luiz Góes
é, sem dúvida, um dos mais representativos intérpretes da canção de Coimbra. A representatividade
recolhe-a não só na herança tradicional coimbrã, mas, também, nos géneros que foi capaz de interpretar
e aos quais conferiu um cunho muito particular, especialmente apreciado e dificilmente imitável. Até
a sua capacidade de adaptação aos diferentes veículos de media, em Portugal e em numerosos países, conferiram
a Luiz Góes uma dimensão que ultrapassa, em muito, as margens do Mondego. O seu célebre disco Coimbra
Quintet, gravado em Madrid para a Philips, conheceu pelo menos 15 edições, todas com capas diferentes
e é, segundo os especialistas, o disco de fados e guitarradas de Coimbra mais vendido de sempre. Luiz
Fernando de Sousa Pires de Góes nasceu na cidade de Coimbra em 1933 e licenciou-se em medicina 25 anos
depois. É, ainda hoje, um renomado médico estomatologista, profissão com a qual intercala a sua extensa
e múltipla actividade de autor e intérprete de fados e baladas da cidade do Mondego. As origens familiares
em muito contribuíram para a formação artística de Luiz Góes. De facto, o cantor cedo se iniciou nas
lides do fado por influência do tio paterno, Armando Góes, contemporâneo de Edmundo Bettencourt, António
Menano, Lucas Junot, Paradela de Oliveira, Almeida d'Eça e Artur Paredes. "Toda a minha família, sobretudo
da parte do meu pai, se tinha dedicado mais ou menos ao canto e à execução de instrumentos de corda:
o pai tocava viola, a mãe piano e o tio foi um dos nossos mais importantes cantores e compositores dos
anos 20", constata Luiz Góes. Afonso de Sousa, um guitarrista e compositor que acompanhou frequentes
vezes Artur Paredes, disse sobre o jovem e promissor Luiz Góes, comparando-o a Edmundo Bettencourt: "Luiz
Góes viria a revelar-se num dos mais brilhantes cantores que passaram por Coimbra, mas cujo fogo, alimentado
que fosse para fora do ambiente tão propício à inspiração e à difusão, como o do Mondego, não lograria
a glória a que se guindou. Num possível confronto com Edmundo Bettencourt - a quem aliás tanto admira
- Luiz Góes não sairia diminuído". Com apenas 14 anos de idade, Góes já era tido na conta de um "menino
prodígio", com honras de ser convidado e acompanhado por Artur Paredes, Afonso de Sousa e mesmo Francisco
Menano, irmão mais velho de António Menano. Estas actuações precoces de Góes decorreram em festas e reuniões
de convívio de antigos estudantes da velha academia coimbrã. Mas a ideia de um Luiz Góes apenas ligado
ao fado de Coimbra não resiste ao confronto nem com os números nem com os temas que o celebrizaram.
De facto, Góes é autor de 25 fados e de 18 baladas, de que se destacam Fado da Despedida, Toada Beira,
Balada da Distância, Canção do Regresso, Homem Só, meu Irmão, Romagem à Lapa, É Preciso Acreditar, entre
muitos outros. Fado, toada, balada, canção. Luiz Góes, atravessou uniformemente os diferentes géneros
da canção de Coimbra com um fio condutor: a sua voz inconfundível de barítono ao serviço de um conjunto
de temas criteriosamente escolhidos ou criados. Góes foi colega de José Afonso e de António Portugal
no liceu D. João III, de Coimbra, e com eles chegou a integrar o conjunto de António Brojo, um artista
de décadas anteriores que continuava a ser uma referência incontornável para as gerações mais novas e
que pensavam a canção de Coimbra de uma forma mais evoluída. No 7° ano do Liceu, Luiz Góes canta a
sua primeira canção, Feiticeira, da autoria de Angelo de Araújo. Não mais pararia. Integra o Orfeão Académico,
onde foi solista, a Tuna e o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Após o serviço militar
cumprido como alferes-médico na Guiné, Góes reinicia a sua carreira, entretanto já a viver em Lisboa,
onde desempenhava a sua actividade clínica. E é nesta segunda fase da sua obra que vai ter a colaboração,
embora sob pseudónimo, do guitarrista Carlos Paredes, mas, também, de João Bagão, António Andias, Aires
de Aguiar e Jorge Tuna, enquanto que, à viola, recebeu os contributos de Fernando Alvim, Fernando Neto
e Durval Moreirinhas. Tendo gravado pela primeira vez em 1953, Luiz Góes apresenta um enorme conjunto
de registos discográficos que o tornam num dos mais editados e conhecidos artistas de Coimbra. Além
de uma primeira participação televisiva em 1955, na televisão Paulista, do Brasil, Góes apresentou-se
nas televisões de países como Espanha, França, Suécia, Áustria, Estados Unidos e África do Sul.
PRINCIPAIS
ÊXITOS:
Além dos já referidos: Coimbra de Ontem e de Hoje, Canções do Mar e da Vida, Canções do
Amor e de Esperança, Canções para Quase Todos.
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