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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Quem não se lembra de Adeus? Pois foi essa a canção que ficou como ex-tibris da carreira de Júlia Barroso,
a primeira de todas as "Rainhas da Rádio" e uma das mais conhecidas descobertas do Centro de Preparação
de Artistas de Rádio da Emissora Nacional. Natural de Lagos, onde nasceu em 1930, Júlia Barroso sonhava
desde menina em ser artista da rádio, embalada pelas vozes bonitas que ouvia no posto de escuta de sua
casa. O sonho parecia improvável, pois embora a família o alimentasse (Júlia costumava cantar em casa
ou em saraus locais), o Algarve era então uma província distante. Mas tudo mudou quando, em 1945/46,
a família Barroso se muda para Lisboa. Na cidade grande, em 1947, Júlia Barroso enche-se de coragem
e inscreve-se no Centro de Preparação e passa as difíceis provas de admissão. Em Janeiro de 1948 entra
no quadro de artistas da Emissora e estreia-se profissionalmente na rádio. É o início de uma carreira
que Júlia Barroso quis curta mas brilhante, pois retirar-se-á da vida artística exactamente dez anos
depois, em Abril de 1958. Mas que carreira! Em Dezembro de 1949, depois de dois anos passados a brilhar
aos microfones da Emissora, é atracção convidada na revista Ela Aí Está!, onde cria Adeus, a canção que
todos identificamos com a sua voz. Concentrada na sua carreira como artista de rádio, Júlia Barroso apenas
voltará a participar pontualmente em revistas, e surgirá igualmente em alguns filmes como Perdeu-se um
Marido, A Garça e a Serpente e O Comissário de Polícia. Em 1951, é eleita a Primeira Rainha da Rádio
Portuguesa numa votação organizada pela revista Flama, a larga distância da segunda classificada, Maria
de Lurdes Resende. Foi convidada para participar numa digressão europeia organizada a favor do Plano
Marshall, mas o seu receio de andar de avião levou-a a recusar os convites recebidos para actuar no Brasil
e nos Estados Unidos, limitando-se a actuar nas colónias. Gravou igualmente em disco cerca de quatro
dezenas de canções que obtiveram bastante sucesso. Em 1958, retirou-se oficialmente da vida artística
para casar-se com João Xara-Brasil, sendo homenageada com uma festa de despedida no cinema Império, em
Lisboa. Dedicou-se à família (teve seis filhos), foi dona de uma loja em Lisboa e foi professora de trabalhos
manuais. Faleceu em 1996.
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