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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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O nome do compositor João Domingos Bomtempo é tradicionalmente ligado à música erudita, nomeadamente
pela autoria da Missa de Requiem por Camões realizada em França em 1818. Mas este pianista e maestro
que passou parte substancial da sua vida no estrangeiro foi igualmente um dos principais dinamizadores
das sociedades filarmónicas. Nascido em 1775, Bomtempo radicar-se-ia a partir dos 20 anos no estrangeiro
(França e Inglaterra) devido às suas actividades políticas e por lá ficaria, com pontuais viagens à sua
terra natal, até à vitória do liberalismo. É nessa altura que lhe é finalmente permitido concretizar
o seu sonho da Sociedade Filarmónica, organizada de acordo com o modelo inglês. A primeira a ser aberta
em Portugal, em 1823, estabelece-se no Palácio Cadaval (actual Estação do Rossio), propriedade do duque
de Cadaval, patrono aristocrata de Domigos Bomtempo. Esta sociedade foi de curta duração, dado que
a sua vivência no exílio o havia conotado politicamente como liberal. Em funcionamento irregular entre
1822 e 1828 ao sabor das idas e vindas políticas, a Sociedade Filarmónica terminaria com o regresso a
Portugal de D. Miguel, lançando o compositor para um período de ocaso, apenas terminado com o regresso
em 1833 dos liberais ao poder. Na sequência, Bomtempo tornar-se-ia o primeiro director do Conservatório
Nacional, cargo que ocuparia desde 1835 até à sua morte em 1842.
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