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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Alfacinha de gema, Carlos Ramos tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças
à sua voz quente e à sua postura modesta e discreta - e ao anormal número de grandes êxitos que teve,
aliás ligados à popularidade crescente do disco e da televisão, meios de comunicação que explorou com
grande sucesso no início da década de sessenta. Contudo, poucos se recordam que, apesar da sua apetência
pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro. De
facto, Ramos gostava de ficar a ouvir o fado nas tascas de Alcântara, bairro onde nasceu em 1907, e foi
como guitarrista acompanhante que iniciou carreira, aprendendo a tocar guitarra portuguesa na adolescência,
nos intervalos dos estudos liceais. Estudou para médico, mas a morte do pai, com apenas 18 anos, obrigou-o
a trabalhar para sustentar a família, dedicando-se à radio-telegrafia, ofício que aprendera no serviço
militar e do qual faria carreira profissional. Continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas,
primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também
como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe
Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando
Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito. Ao longo da sua carreira, Carlos Ramos viria a especializar-se
no fado-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos
seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa
durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em
revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina
Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu
às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a
sua carreira artística. Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.
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Fotos gentilmente cedidas por seu neto Eduardo Ramos Morais
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Fotos com Hermínia Silva e Ercília Costa, quando ainda só acompanhante. Também presentes na primeira
Armando Freire(Armandinho) e na segunda o actor Oscar Lemos, o apresentador de televisão Jorge Alves
e o maestro Alves Coelho(filho), estes últimos mais tarde responsáveis pelo programa da RTP - Melodias
de Sempre.
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