BIOGRAFIAS

Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados pela primeira letra porque são conhecidos.

Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.


ARTUR GARCIA

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"A minha grande paixão é e sempre foi o teatro. Queria ser actor, mas acabei por ir para as cantigas mais por casualidade do que por escolha".
Nasce a 15 de Abril de 1937, na popular freguesia de Alcântara. O facto artístico que o marca precocemente ocorre quando tem oito anos: foi pela primeira vez ao teatro, ver a peça Alto Lá Com o Charuto, no Teatro Variedades. Daí lhe fica a "mania" de ser artista. Já perto dos 20 anos, após um ano como empregado de balcão no "Eduardo Martins" entra no Centro de Preparação dos Artistas da Rádio. Prestou provas e ficou apurado logo à primeira. Aí estagiou durante três anos. No final desse período já era uma voz muito conhecida. Artur Garcia tem uma carreira marcada pelos temas românticos, com letras sentimentais e melodias de imediata aceitação por uma legião de admiradores. Sobretudo admiradoras.
Tem uma história curiosa de segundos lugares em Festivais RTP da Canção: Ficou em segundo no ano de Oração, de Calvário, em segundo ficou no Festival que deu a vitória, a O Vento Mudou (Oiçam...), de Eduardo Nascimento e pelo segundo se ficou no ano que consagra Sol de Inverno, de Simone de Oliveira. Mas ganha duas vezes o Festival da Figueira da Foz, o evento cançonetístico mais importante antes do Festival RTP. Os temas que lhe valeram o título foram Olhos de Veludo e Homem do Leme. Ganhou ainda um prémio de interpretação. Torna-se num campeão de vendas de discos e os melhores compositores da época favorecem-no.
No teatro estreou-se em 1965 no Maria Vitória, na revista Todos ao Mesmo, com Camilo de Oliveira. Fará depois carreira no ABC. Inicia a sua carreira na televisão na opereta Romance na Serra, seguindo-se-lhe O Pátio dos Milagres, com Simone de Oliveira. Em O Kim, baseado numa peça de Alexandre Dumas, onde interpretava o papel de um rapaz de 14 anos, tem a interpretação que mais lhe agradou.
O êxito da sua carreira é interrompido em 1974, quando irrompem outros valores musicais e ideológicos. Torna-se proprietário de uma discoteca, mas voltará aos palcos do teatro e da música, palcos que, ainda hoje, orgulhosamente pisa.

ARTUR GARCIA

Artur Garcia da Silva, que nasceu no bairro Lisboeta de Alcântara, parecia destinado a ser o eterno segundo, o príncipe sem coroa.
Até que, em 1967, é eleito Rei da Rádio, façanha que repetiu no ano seguinte. As vitórias puseram termo a um longo ciclo dominado por António Calvário, designado pela imprensa e pelos respectivos clubes de fãs como crónico rival de Artur Garcia. E vice-versa.
Provado que havia espaço para os dois, apesar das verdadeiras batalhas entre fãs que atingiram o auge com um tumulto de almofadas em pleno Coliseu dos Recreios, aquando da sua primeira vitória como Rei da Rádio, Artur Garcia conquistou um lugar cimeiro na canção ligeira portuguesa dos anos sessenta, sobretudo na segunda metade desta década.
Intérprete de canções como A Cidade ao Sol, O Homem do Leme, Sonhando Contigo, Como o Tempo Passa e Olhos de Veludo, Artur Garcia ganhou o direito de cantar os melhores autores da época.
Protagonista no panorama nacional, até pelo estrelato conquistado no teatro de revista e em espectáculos televisivos, Artur Garcia cantou ao lado de alguns dos mais lendários nomes da cena musical internacional. Entre eles: Júlio Iglésias, Carmen Sevilla, Rafael e Sylvie Vartan.
Afastado dos palcos principais com o 25 de Abril, Artur Garcia passou a ser proprietário de uma loja de discos. Aí teve a possibilidade de acompanhar a evolução da cena musical.
Artur Garcia, um inesquecível para gerações, continua activo nos dias de hoje, actuando especialmente no teatro de revista, a sua primeira paixão de infância.

Marcos principais da carreira:

1951  Começa a cantar como amador.
1956   Ingressa no Centro de Preparação de Artistas da Rádio.
1964   Participa no l9 Grande Prémio TV (depois Festival RTP da Canção), ganho por António Calvário.
1965   Estreia-se como actor na revista Todos ao Mesmo, no Teatro Maria Vitória. É, também, atracção no Teatro ABC. Conquista o segundo lugar no Grande Prémio TV, com a canção Amor. Venceu Simone de Oliveira com Sol de Inverno.
1967   É eleito Rei da Rádio. Vence o Festival de Aranda del Duero.
Recebe o Prémio da Imprensa em Moçambique.
1968  Vence o primeiro Prémio do Festival da Figueira da Foz, êxito que alcançou por duas vezes com as canções Olhos de Veludo e Homem do Leme. Volta a ser eleito Rei da Rádio.
1969   É eleito Príncipe do Espectáculo.
1977   Realiza uma digressão pelos Estados Unidos e Canadá ao lado de Amália Rodrigues.


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