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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Armando Augusto Freire de seu verdadeiro nome, Armandinho foi uma figura de importância sem igual na
evolução do fado em Portugal. Verdadeira ponte entre duas eras e duas concepções do fado - o século XIX,
com a sua conotação marginal e trágica, e o século XX com a popularização do género finalmente abraçado
pelo grande público - deveu-se-lhe um notável trabalho de fixação de melodias e toda uma nova maneira
de abordar a guitarra portuguesa. Nascido em 1891, Armandinho viveu de perto os anos da popularização
do fado e foi discípulo de Petrolino, alcunha pela qual ficou conhecido o guitarrista setubalense Luís
Carlos da Silva, que fizera parte do sexteto de João Maria dos Anjos, reconhecido como o maior expoente
do instrumento no século XIX. No início do século XX, como nota Ruben de Carvalho no seu livro As
Músicas do Fado, a vedetização dos cantadores e cantadeiras de fado veio de certa maneira subalternizar
os guitarristas, que passaram de solistas virtuosos a meros acompanhantes. Armandinho inverteu essa tendência,
ao adaptar a sua técnica a cada um dos fadistas que acompanhava, entrando como se fosse em diálogo com
os cantores, sublinhando ou reforçando as suas características pessoais. Assim, sem se sobrepor aos fadistas,
Armandinho devolvia à guitarra um papel proeminente no fado, impondo lentamente, com toda uma nova geração
que seguia os seus passos - como Martinho d'Assunção, seu companheiro quase vinte anos mais novo - um
novo estilo de acompanhar fado que continua nos nossos dias. Mas não foi esta a única inovação que
Armandinho trouxe ao fado. Como um dos membros fundadores, em 1927, da Sociedade de Escritores e Compositores
Teatrais Portugueses - antecessora da SPA - Armandinho responsabilizou-se pela recolha de inúmeras melodias
da tradição fadista e pela creditação dos seus autores naquela sociedade, trabalho paciente que hoje
nos permite conhecermos muitas das composições mais antigas do género. Acompanhou muitos dos maiores
fadistas portugueses da primeira metade do século XX e foi igualmente por sua iniciativa que muitos deles
se inscreverem na SECTP, entre os quais Alfredo Marceneiro. Armandinho foi também empresário do Salão
Artístico de Fados, inaugurado em 1930 no Parque Mayer, e gravou poucos discos, insuficientes, infelizmente,
para que hoje o seu talento seja devidamente admirado, pois são anteriores à popularização do disco.
Armandinho faleceu em 1946.
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