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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Dois Antónios dos Santos houve na história do fado. O primeiro, mais conhecido por Ginguinha, fizera
parte da primeira geração do género, no início do século XX, morrendo em 1921; o segundo, aquele que
aqui nos interessa, é-lhe posterior e marcou a história do fado a partir da década de quarenta. Nascido
em Lisboa em 1919, António dos Santos nunca ultrapassou um estatuto de popularidade de culto, muito relacionado
com a sua aversão à promoção e à sua abordagem quase diletante do canto. Inicialmente fadista jocoso,
género que abraçou quando do início de carreira com apenas 15 anos, a sua música derivaria lentamente
para um parente lisboeta, nostálgico e dolente, da balada coimbrã, numa presciente antecipação de um
estilo que nos anos sessenta se tornaria importantíssimo. Proprietário de uma casa típica em Alfama,
O Cantinho do António, António dos Santos gravou pouco e não deixou seguidores do seu estilo inconfundível.
Faleceu em 1993.
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