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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Veterano guitarrista, o alentejano António Chainho tem sido um dos nomes mais activos na procura e criação
de uma nova música que, partindo do fado, valorize a guitarra portuguesa. Natural de S. Francisco da
Serra, perto de Santiago do Cacem, onde nasceu em 1938, António Chainho começou a tocar guitarra com
o pai, que lhe deu algumas lições, mas é essencialmente um auto-didacta, aprendendo com os instrumentistas
que ouvia na rádio. É só quando vem para Lisboa cumprir o serviço militar (que o levará a Moçambique)
que inicia o acompanhamento de artistas, estreando-se profissionalmente em 1960 numa colectividade lisboeta,
começando então a ganhar a vida como guitarrista. Ao longo da sua carreira, acompanhou nomes como
Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Carlos do Carmo e, em 1983, participou na gravação do célebre álbum
de Rão Kyao Fado Bailado. Curiosamente, embora admita que gosta mais de acompanhar do que de tocar como
solista, devem-se-lhe dois recentes discos que procuram alargar o fado: A Guitarra e Outras Mulheres,
onde contou com a participação de vozes não ligadas ao fado como Teresa Salgueiro (dos Madredeus), Filipa
Pais, Marta Dias ou Elba Ramalho, e Lisboa-Rio, com a presença de Ney Matogrosso, Paulinho Moska ou Virgínia
Rodrigues.
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