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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Nasceu longe, em Moçambique, António Calvário da Paz. Mais precisamente a 17 de Outubro de 1938. Mas
para sempre será conhecido como António Calvário, um dos "Reis" da música ligeira portuguesa. Aos
8 anos António veio viver para Portimão, onde a família fixou residência. Num colégio local fez a instrução
primária e o 2° ciclo dos liceus. Entretanto, prossegue as lições de piano que iniciara ainda em Moçambique.
Um engano do reitor, que o confundiu com outro aluno, leva-o a cantar numa festa da escola. Acabou por
cantar e a sua voz foi um grande êxito. Tinha 15 anos. Três anos mais tarde, para completar o 3º ciclo
liceal, António Calvário ruma a Lisboa. Uma prima-avó, a famosa cantora de revista Corina Freire, encarregou-se
da formação musical do jovem familiar. Corina, ao contrário do que pensavam os pais de António Calvário,
não lhe dá lições de piano, mas de música e canto. Em 1957 concorre a uma vaga na exigente Emissora
Nacional. Foi apurado à primeira, entre mais de 30 participantes, com a canção Canta Brasil. Começa imediatamente
uma carreira de cantor profissional que o conduz à posição de cabeça-de-cartaz. António Calvário recorda-se
que o primeiro cachet que ganhou foi de 50 escudos e que, nos anos da Emissora Nacional, da qual era
cantor em regime de quase exclusividade, auferia 500 escudos por actuação nos famosos Serões para Trabalhadores
organizados por aquela estação Emissora e pela Federação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT),
uma das principais instituições do Estado Novo. Depois de uma aclamada passagem pelo 2º Festival da
Canção Portuguesa, realizado no Coliseu do Porto em 1960, onde triunfa com o tema Regresso, Calvário
transforma-se numa das coqueluches da época. Não é, pois, de estranhar que, em 1961, Calvário ganhe
o seu primeiro título de Rei da Rádio, uma das votações populares mais participadas e um autêntico acontecimento
nacional. Viria a repeti-lo em 1963, 1965, 1966 e 1972. Em 1962 obtém o lº Oscar da Imprensa. 1963
é o ano em que o cantor se estreia no teatro. O grande êxito Chapéu Alto representa o início de uma
série de papéis principais em várias revistas, comédias e operetas, como Lábios Pintados (1964), Zero,
Zero, Zé, Ordem para Pagar (1966), Duas Pernas, um Milhão (1967), Esta Lisboa que Eu Amo (1968), Mãos
à Obra (1969) e Peço a Palavra (1969). Se a televisão já contava com a sua presença regular, o cinema
iniciava com Calvário um namoro que iria durar muitos anos. O seu primeiro filme, Uma Hora de Amor, onde
contracena com Madelena Iglésias, foi realizado por Augusto Fraga em 1964. Outros filmes se seguirão:
Rapazes de Táxis (1965), Sarilho de Fraldas (1966) o seu maior êxito, O Amor Desceu em Pára-quedas (1968),
todos de Constantino Esteves. Em 1969 estreou-se como produtor em O Diabo era o Outro, com Milú, Nicolau
Breyner e Hermínia Silva. O desastre financeiro do filme provoca-Ihe uma dívida significativa, que pagará
com um exaustivo calendário de espectáculos. Em 1964, António Calvário atingiu um dos momentos mais
altos da sua carreira, ao ser o primeiro representante de Portugal no Festival da Canção da Eurovisão,
realizado em Copenhaga, Dinamarca. A canção apresentada foi Oração, da autoria de João Nobre, Francisco
Nicholson e Rogério Bracinha. Apesar de não ter recebido qualquer voto do júri, mais por motivos de ordem
política que por razões de natureza artística, a actuação de António Calvário valeu-lhe uma série de
contratos para países tão diversos como Espanha, França, Holanda, Itália, Estados Unidos da América e
Canadá, entre outros. Nesse mesmo ano, representa Portugal no lº Festival da Canção Latina, no México.
Obtém o 4º lugar - o melhor europeu. Depois de um longo período de ausência volta à revista, no Teatro
ABC, com as revistas Põe-te na Bicha e Direita Volver (ambas de 1978). Da primeira resultará um grande
sucesso, o single Mocidade, Mocidade, de Eduardo Damas e Manuel Paião, que será "Disco de Ouro". Outras
revistas se seguirão. Ao longo da sua carreira gravou mais de 300 discos. Actuou num incontável número
de festivais, programas radiofónicos e televisivos, em Portugal e em todo o Mundo.
PRINCIPAIS
ÊXITOS:
Regresso, Oração, O Meu Chapéu, Sabor a Sal, Perdão para Nós Dois, Bom Dia, Meu Coração
de Madeira, Namorados de Domingo, Hello Dolly, Mocidade Mocidade.
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