ACTORES RUMAM A MOÇAMBIQUE PARA GRAVAR SÉRIE DA TVI
FICÇÃO RECUPERA COLONIALISMO
Parte do elenco e técnicos da série "Jóia de África" partiram ontem para Moçambique
ISABEL
FARA/FERNANDA BUENO Lurdes Norberto, Adelaide de Sousa, Dalila Carmo, Diogo Infante, Marco Almeida
e uma vasta equipa de produção da NBP, partiram ontem ao fim da tarde rumo a Maputo para gravar a nova
série da TVI, "Jóia de África". Uma ficção que recua aos anos 50 e recupera o ambiente colonial que se
vivia nas colónias portuguesas. No aeroporto de Lisboa a excitação era grande, tanto por parte dos
actores como dos muitos viajantes incrédulos que não hesitaram em pedir autógrafos às suas estrelas preferidas.
Para mais, Dalila Carmo não conseguia esconder o seu medo de andar de avião e Adelaide de Sousa irradiava
alegria por voltar, finalmente ao país onde nasceu. "Saí de lá com sete anos e só agora vou voltar e
já tenho a lista das casas que quero rever", disse ao CM entre sorrisos. "Tenho imensas e óptimas recordações
de infância e por isso a oportunidade de poder rever isso tudo é fantástica". As filmagens vão decorrer
em várias zonas de Moçambique, nomeadamente em Maputo e Inhambane, mas sobre a história desta nova série
os actores pouco adiantaram, pois o secretismo é a palavra de ordem. Sabe-se que "Jóia de África"
é uma série de 45 episódios, que decorre em Moçambique nos anos 50. A trama conta a história de duas
paixões: a paixão por África e a paixão entre Joana (Sofia Alves) e Romão (Diogo Infante). Paralelamente
a esta bela história de amor, contrariado até às últimas consequências, principalmente pela família do
antigo noivo de Joana, desenrola-se uma outra história recheada de mistérios e aventuras. Diogo Infante
revelou que a sua personagem é "um jovem médico e caçador de leões. Uma pessoa dividida entre duas paixões
e duas culturas". O actor acrescentou que "foi a oportunidade de passar cerca de quatro meses em Moçambique"
que o levou a dizer sim de imediato, mas reconheceu que esta série "prova também uma grande aposta da
TVI na internacionalização, nomeadamente para os países de expressão portuguesa. Algo que deveria ser
feito por todas as estações, nomeadamente a RTP, mas coube à TVI concretizar essa ideia". Quanto a
voltar a contracenar com Sofia Alves é "sempre aliciante", acrescentou, recordando a série "Jornalistas"
em que os dois trabalharam juntos. Sofia Alves vai ser, aliás, a próxima actriz a seguir viagem para
Moçambique, no próximo dia 14, juntamente com Teresa Madruga, Anabela Teixeira, Custódia Galego, José
Eduardo, José Martins, Luís Mascarenhas e Luís Zagalo.
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DIOGO INFANTE, LURDES NORBERTO, MARCO ALMEIDA, ADELAIDE DE SOUSA E DALILA CARMO NA PARTIDA
UMA
BELA HISTÓRIA DE AMOR
As primeiras imagens da série são de grande dramatismo. Romão, um jovem
médico nascido em Moçambique, está a caçar quando é avisado de que a sua mãe está à beira da morte. Margarida,
a mãe adoptiva, morre sem revelar ao rapaz quem é a sua verdadeira mãe, mas dá-lhe um colar típico do
Zambeze. Romão, confuso por não ser filho de Margarida e do eng.º Francisco, decide voltar para Lisboa
para casar com a sua noiva, uma enfermeira de nome Paula. Em Lourenço Marques, o seu melhor amigo, Domingos,
que estudou com ele em Coimbra, conta-lhe que o colar que a mãe lhe deu antes de morrer é do Zambeze,
lugar onde provavelmente nasceu. Os dois amigos decidem subir o rio em busca do passado de Romão e
dos seus verdadeiros pais. Entretanto, Joana, que esteve a recuperar em Lisboa de um atropelamento que
sofreu no Zambeze, regressa a casa para se casar com Miguel, um aristocrata filho de Romão da Cunha e
da "snob" Isabel. É aí que Joana reencontra o seu amigo Domingos e vê Romão por quem se apaixona perdidamente.
In Correio da Manhã -08/08/2002
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