Tráfico de Órgãos em
Moçambique (2)
Conheça aqui as principais etapas deste
assunto
Luís David
Jornal Domingo em 18 de Janeiro 2004
"A mentira tem campo aberto
Mais do que simples suspeita, o assassinato
de crianças para extracção de órgãos parece confirmado. Órgãos que são, ou
terão sido, objecto de tráfico internacional. Em Nampula, há dois estrangeiros,
que, depois de detidos, estão em liberdade condicional. Acusados da prática do
macabro negócio. Em Manica, três moçambicanos estão presos. Acusados de igual
crime. Quem confirma a situação dos cinco, é o Procurador-Geral da República.
Em pessoa e publicamente. Mas, o assunto há muito ultrapassou as fronteiras
moçambicanas. Foi e é tema de destaque em órgãos de Informação de diferentes
países. Esta semana, chegou, mesmo, ao Parlamento Europeu. Aí levado por um
deputado português. Simples cabala, manobra política para denegrir o país
Moçambique, ou honesta preocupação para esclarecer uma situação que, a todos,
deveria preocupar? Fica a dúvida. Muito embora a última pareça a hipótese mais
aceitável. Mais credível.
Registemos que, cá, entre nós, a questão do hipotético tráfico de órgãos de
crianças tem merecido pouca atenção. A nível da Informação, salvo honrosas
excepções, pouco terá sido dito. Pouco terá sido investigado. E, gostem ou não
os jornalistas de hoje, há casos semelhantes, idênticos, noticiados, tornados
públicos, passam mais de vinte e cinco, trinta anos. Os contornos dos factos
relatados nesse então, eram, em tudo, idênticos aos de
hoje. A grande diferença está em que, nesses anos idos, se partia para a
investigação com a mais completa neutralidade. Mas, com a certeza de que se
estava a caminhar num terreno movediço. Com a convicção, assumida, de que a
mitos e ritos poucos são os que tem acesso. Enquanto, hoje, não só não se
investiga coisa nenhuma, como se comenta sobre o que não se conhece. Ou,
conhece mal. Vá lá a gente procurar saber porquê. Ninguém diz, ninguém quer
dizer. Então, sendo, como parece ser, provado, que há crianças que foram mortas
para lhes extraírem órgãos, qual o motivo porque se tenta, insistentemente,
tentar provar que tudo não passa de um cabala. De um conflito pessoal. De uma
mentira. De uma questão intestinal. Indo mais além, de um conflito racial ou,
se assim se quiser colocar a questão, étnico-religioso. Aparentemente, estamos
a ir longe demais por falta de coragem. Está a faltar a coragem para fazer
investigação e aceitar os resultados da investigação. Enquanto tal não
acontecer, a mentira tem campo aberto.
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http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF141958
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AFONSO DHLAKAMA QUER QUE SEJAM APROFUNDADAS AS
INVESTIGAÇÕES SOBRE TRÁFICO DE ÓRGÃOS HUMANOS
TVM - 2004/03/01
- 13:45
O líder da RENAMO,
Afonso Dhlakama pede às autoridades judiciais moçambicanas, com a
Procuradoria-Geral da República à cabeça, para aprofundarem as investigações
sobre o alegado tráfico de órgãos humanos, em Nampula. Para o líder da oposição
moçambicana, as denúncias populares são muito sérias. Afonso Dhlakama considera
que o relatório preliminar da Procuradoria é um sinal de que o caso vai ser
encerrado.
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Freiras de Nampula Acusam
Polícia de Inacção
PUBLICO
Por ANTÓNIO MARUJO
Terça-feira, 02 de Março de 2004
Três crianças resistiram ao
aliciamento de "uma pasta bonita" e, com isso, talvez tenham evitado
o rapto por uma rede de tráfico de crianças e de órgãos que, de acordo com as
denúncias de freiras católicas e de várias Organizações Não-Governamentais, tem
operado na zona de Nampula (Moçambique).
O caso foi relatado ao PÚBLICO por Maria Juliana Aviño, prioreza do convento
Mater dei, das irmãs Servas de Maria, cuja congregação tem estado na primeira
linha das denúncias e agora acusam a polícia de não
investigar como deve.
No caso dos três meninos de rua que resistiram à proposta e estavam para ser
levados por um carro de vidros escuros, houve quem conseguisse ver a matrícula
do veículo. Mas, de acordo com a irmã Juliana, nem tudo acabou em bem, nos
últimos 15 dias, com a notícia do desaparecimento de várias crianças: três
foram levadas na mesma altura e ninguém sabe o paradeiro delas, de uma quarta
falta confirmar o lugar do cativeiro, uma outra menina de três meses foi levada
por um casal, que também tentou raptar um rapaz de oito anos, que, no entanto,
conseguiu fugir.
Há também informação de um caso em que um miúdo, depois de três semanas retido
numa casa de vizinhos - que serviriam de
intermediários -, conseguiu escapar. Tudo isto sucede nos bairros pobres à
volta do centro de Nampula, em zonas próximas do mosteiro das Servas de Maria.
Os elementos recolhidos pelas irmãs já chegaram, também, ao conhecimento das
autoridades. Mas a irmã Juliana Aviño confessa o seu desapontamento com a
polícia e o sistema judicial, depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR)
moçambicana ter feito saber, na semana passada, que não tinha indícios nenhuns
de que existisse tráfico de órgãos em Nampula.
"É injusto negar o que é evidente", diz a freira. "Havia muitas
pistas para descobrir a rede, mas a polícia não faz muito", acusa. "É
muito cansativo andar a reunir informação, ter que responder sobre isso e ver
que, no fim, é tudo quase igual a zero."
A mesma sensação de desapontamento tem o padre Claudio Avallone, do
Secretariado Justiça e Paz dos Servos de Maria, o ramo masculino da congregação
religiosa da irmã Juliana. Em Nampula há mais de duas semanas, Avallone pôde
verificar, como diz ao PÚBLICO, a "frustração das irmãs e do povo"
com a inoperância das autoridades e a declaração da PGR.
"Não se pode confiar na justiça", afirma. E, numa informação enviada
de Nampula, o padre Claudio conta que "um dos casos mais terríveis
continua por esclarecer". "Um homem teria ido a casa de uma mulher,
dizendo ser o primo do marido e pedindo ajuda aos quatro filhos para o ajudarem
a transportar as malas e bagagens até ao aeroporto. Nem o homem nem as crianças
voltaram a ser vistas. Quando a mulher percebeu que os quatro filhos tinham desaparecido,
teve um ataque de coração e morreu."
Pressões internacionais
Claudio Avallone conta que "as irmãs têm fotos, gravam a voz de quem
denuncia", a situação tem continuado igual, com a diferença de que, nos
últimos dias, o ambiente "acalmou" um pouco. Talvez pela repercussão
e pelas pressões internacionais que começam a existir, admite.
Quando regressar a Roma, daqui a uns dez dias, o padre Avallone diz que irá dar
conta do que viu e sentiu à sua congregação. E também espera que, a nível
local, os responsáveis da Igreja façam ouvir mais publicamente a sua voz.
Depois da declaração da PGR, o bispo de Nampula, D. Tomé Makweliha, foi à Beira
falar com D. Jaime Gonçalves, "Mas é preciso escolher claramente de que
lado a Igreja se coloca", diz o padre Avallone, que espera encontrar-se
ainda com o bispo antes de regressar a Roma.
A nível internacional, os padres Servos de Maria irão promover abaixo-assinados
para enviar ao Governo moçambicano, à Organização das Nações Unidas e ao
Parlamento Europeu, de modo a pressionar as autoridades no sentido de
investigar o que se passa em Nampula.
Corpo de Doraci Edinger Segue Hoje para
o Brasil
O corpo de Doraci Edinger, a missionária protestante brasileira assassinada na
semana passada em Nampula, deverá ser trasladado hoje mesmo para o Brasil
depois de terem sido avaliados os resultados da autópsia efectuada na
sexta-feira. De acordo com as averiguações iniciais, a missionária da Igreja
Evangélica de Confissão Luterana terá sido morta sem ter havido violência sexual
nem roubo. Três golpes de martelo terão sido suficientes para matar a
missionária e a polícia investiga agora uma pista relacionada com desvios de
fundos no interior daquela Igreja, que já afectara antes a sede dos luteranos
em Maputo. Isaura Sheila, funcionária da Igreja Evangélica de Confissão
Luterana em Maputo, confirmou, em declarações à agência Lusa, a situação de
desvio de fundos ocorrida nos últimos anos, tendo adiantado ter sido movido um
processo-crime contra o suspeito. Aquela funcionária disse saber de queixas
apresentadas por Doraci sobre a situação financeira da Igreja Luterana em
Nampula, que, nos últimos tempos, terá levado à intervenção da secção luterana
brasileira, que assumiu as despesas com o aluguer do apartamento da
missionária.
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Recolhido de um grupo MSN da net:
Chegou ontem de Nampula o
fotógrafo e jornalista Carlos Alberto, filho do grande jornalista fotográfico
Carlos Alberto, que fez parte de uma equipa de jornalistas liderada por um
jornalista Italiano:
Depois das
investigações , chegaram as seguintes conclusões:
1 º Não põem de lado o
comercio de órgãos humanos, mas distanciam-nos dos corpos mutilados e
encontrados em locais demasiado visíveis, considerando que se trata de uma
manobra de diversão para desviar a atenção dos motivos que estão por trás
daquelas mortes, que segundo eles podem ser droga e cerimonias religiosas
dentro e fora de Moçambique.
2 º As freiras que
fizeram a denúncia, tem uma relação de 53 crianças
suas protegidas desaparecidas em 2003 . Estes desaparecimentos aliados a
diminuição dos meninos da rua, podem ter tido como
destino o tráfico de órgãos, pedofilia e outros fins.
3 º A Freira assassinada em
Nampula, nada tem haver com as denuncias feitas, era uma freira Luterana, que
descobriu os autores de vários roubos na sua congregação e foi esse o
móbil do crime.
4 º O casal Sul Africano que tem sido acusado, caiu em desgraça por ter
ocupado terras das populações e vive no momento sobre um autentico barril
de pólvora.
02.03.2004
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VERTICAL – 03.03.2004
DIALOGANDO
por João CRAVEIRINHA email: joaocraveirinha@yahoo.com.br
IN MEMORIAM DE DORACI (1) TICO DJI BOLILE…À KÉ HÉ NÁ NAU
(O PAÍS CAIU NA PODRIDÃO. NÁO HÁ MAIS RESPEITO)
PROVÉRBIO RONGA DE MAIS DE 100 ANOS
Edoraci Julieta Eger, mais conhecida por Doraci Edinger, foi assassinada em Nampula no dia 23 de Fevereiro de 2004. Pertencia à Igreja Evangélica da Confissão Luterana de Moçambique. Tinha 53 anos e nascera na cidade gaúcha de São Leopoldo segundo o Jornal – O Estado de São Paulo – Brasil e pela Agência Brasil órgão oficial do governo brasileiro de 5ª feira, 26 Fevereiro 2004.
Bem (mas neste caso muito mal), para um/a leitor/a desatentos diriam e depois? Com tantos assassinatos em Moçambique é mais um infelizmente. Mas este caso estaria conotado com o tráfico de órgãos humanos em Moçambique como parte de uma rede mundial e em particular no desaparecimento de crianças. Números oficiais já vão em 53 crianças desaparecidas?
Doraci era natural do Brasil um dos países de crime organizado mais virulentos do mundo. Mas morreu de morte matada e anunciada e não numa das 120 favelas perigosas do Rio de Janeiro, nem numa avenida paulista (cidade de São Paulo). Foi em Moçambique que lhe mataram. País neste momento “nas bocas do mundo”. Até a cantora canadense Celine Dion já sabe deste macabro assunto. Sensível talvez por ser proveniente de uma família de 14 crianças no interior do Quebec, Canadá. Incrível aonde isto já chegou. Celine Dion já vendeu mais de 100 milhões de álbuns musicais no mundo e não sabia onde ficava Moçambique. Soube agora… pela desgraça.
Não há neve em Moçambique mas esta bola de ganância e crime está crescendo em proporções diabolicamente assustadoras. O General CHAOS invadiu Moçambique. Voltamos aos tempos de Gazanculu e do Macombe e do Bonga da Cruz e do Guiguisseca! O que virá a seguir? E o silêncio dos grandes da Terra??
O Bispo da Beira, D. Jaime Gonçalves em entrevista à RTPÁfrica em 27 de Fevereiro 2004, acrescentaria que esses indícios de tráfico de órgãos humanos, raptos e amputações seriam extensivos a todo o país e não só a Nampula. Bem, outra vez mal, não é consolo Nampula não ter o exclusivo, o que é pior do piorio. O Procurador-geral adjunto Rafael Sebastião na mesma Televisão em 23/02/04 diria não haver provas…e em 27/02/04, o Procurador-geral Joaquim Madeira, seria muito impreciso nesta matéria. Mesmo muito impreciso. Na entrevista áudio escutada na Rádio Renascença – emissora católica portuguesa e radiodifundida via satélite em todo o mundo, poderíamos ouvir o Superior da Igreja Evangélica Luterana, Walter Waltman, dizer… a autópsia não revelar violência sexual. E que o móbil do crime também não indicava roubo visto os pertences da missionária que vivia sozinha não terem sido mexidos…Doraci Edinger, teria sido vítima de ameaças de morte anteriormente…A cronologia mais recente destes macabros eventos teria início em 22 de Fevereiro deste ano: - Freira católica brasileira Maria Elilda dos Santos denuncia desaparecimento de crianças em Nampula e corpos mutilados de pessoas para “negócio” de tráfico internacional de órgãos humanos. Sobre esta matéria, mais documentada, consultar site www.macua.com/temp/traficoorgaos.html um site (saite - local na Internet) muito completo e actualizado sobre Moçambique com possibilidade de interlink. Para os que não tem acesso à Internet eis alguns dados datados de 28 Fevereiro: - Detidos 5 elementos pela Polícia de Nampula – 2 são guardas do prédio onde vivia a malograda. 3 Dos detidos são da Congregação da missionária Doraci, detidos por…”obstrução à justiça”…pois haviam transferido sem autorização o corpo da missionária da casa mortuária do Hospital civil para o Hospital militar que possui câmara frigorífica…”Seja como for tinham de informar a polícia e suspeitamos que por trás disso exista mais qualquer coisa”…são frases atribuídas a Xavier Roberto Tocoli, director da Ordem Pública da PRM – polícia de Nampula.
Entretanto através do WAMPHULAFAX um tal casal europeu Gary O’Connor, estaria indiciado no rapto de menores na cidade de Nampula. São donos do projecto de processamento de frangos para exportação denominado GETT, Ltda. Por possuírem congeladores industriais seriam suspeitos de os terem concebido para a conservação de órgãos humanos depois de extraídos. Utilizados actualmente para a conservação de frangos. Anteriormente este projecto entrara em conflito de terras com a população local pois o terreno onde se encontra localizado teria sido eventualmente expropriado. O projecto do negócio dos frangos foi orçado em 1 milhão de dólares EUA e financiado pelo GAPi – Gabinete de Promoção de Investimento na cidade de Nampula. Criados 30 postos de trabalho.
No prosseguimento desta
tragédia desmentida por uns e confirmada por outros há a acrescentar que as
Rádios locais de Nampula – RM e a Rádio Encontro católica, teriam recebido
cartas da Polícia de Investigação Criminal de Nampula, PIC provincial, datadas
de 11 e de 18 de Fevereiro 2004, respectivamente. As cartas “exigiriam”
a divulgação de suas fontes jornalísticas. Esse pedido policial vinha no
sentido de “ facilitar as investigações”. Segundo consta, as Rádios
teriam declinado o pedido invocando o artigo 30º da Lei de Imprensa, do Direito
dos Jornalistas ao SIGILO PROFISSIONAL que no fundo é uma protecção às fontes e
divulgar os nomes iriam expô-las sabe o diabo mais a quê. Coragem
tiveram elas em falar. As cartas estariam assinadas pelo director da PIC
provincial, Eugénio Balane com visto do Comandante Provincial José Weng San e
distribuídas para conhecimento do Governador Provincial o médico Abdul Razak , do Procurador chefe e do Juiz Presidente do Tribunal
Judicial de Nampula…(Continua).
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RADIO RENASCENÇA
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Alegado
tráfico de órgãos em Nampula - Juiz recomenda
prudência no uso de informações |
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O ano
Judicial na capital provincial de Nampula iniciou ontem no meio de uma
controvérsia que deixa sem sossego os citadinos e outros sectores da vida
nacional: os rumores segundo os quais opera naquele ponto do país uma rede de
tráfico de órgãos humanos e crianças. |
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No discurso que marcou a
abertura solene do ano judicial em Nampula, o juiz-presidente do Tribunal Judicial,
Hermenegildo Jone, recomendou aos magistrados ali afectos muita prudência no
consumo das informações relativas ao caso, pois, segundo ele, ainda não estão
claras as verdadeiras motivações e objectivos dos indivíduos que as fazem
circular. |
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fonte:
NOTÍCIAS |
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WAMPHULA FAX –
02.03.2004
Assassinada em Nampula
CORPO DA LEIGA
VAI HOJE PARA O BRASIL
A
transladação do corpo da leiga da igreja Luterana
Edoraci Julieta Edger, encontrada sem vida na sua residência no passado dia 24
de Fevereiro, vai acontecer ainda hoje, segundo assegurou ao nosso jornal uma
fonte ligada aquela congregação religiosa. O corpo parte hoje de Nampula para
Maputo e posteriormente para o Brasil, sua terra natal,
Pelo mundo fora a notícia do assassinato da
irmã continua a correr, suscitando enorme repulsa e
consternação. O nosso jornal tem vindo a receber e-mails de vários
países europeus e americanos tentando apurar mais informações detalhadas
sobre o assunto, sobretudo porque se pensa que a morte esteja ligada a denúncia
do tráfego de crianças e órgãos humanos, despoletada em
Nampula, igualmente por uma leiga.
No ultimo fim de semana desembarcaram
em Nampula vários jornalistas estrangeiros que vem acompanhar
de perto o alegado trafico de crianças e órgãos humanos.
Até ontem, o número de pessoas detidas pela polÍcia em
conexão com o assassinato da leiga Edoraci era de seis. Dois
destes são os guardas do prédio onde residia a vitima e os outros quatro são
membros da igreja Luterana que transferiram o corpo da vítima da
morgue do Hospital Central para o Hospital Militar sem autorização das
autoridades policiais quando se aguardava pela autópsia.
Fontes próximas dos detidos diz que estes apenas queriam salva guardar a corpo da vítima uma vez que a morgue do Hospital Militar tem melhores condições de congelamento do que a do Hospital
Central.
Por seu turno, os serviços
sociais do Hospital Central de Nampula dizem que não conheciam
o principal responsável pelo corpo e não estavam informados da
autópsia.
Nós não conhecíamos o principal responsável do corpo,
e porque as câmaras frigoríficas não oferecem condições concluímos que havia
necessidade, de facto, de transferi-lo para um outro local mais adequado, esclarecem os serviços sociais.
Os resultados da autópsia confirmam que a
vitima foi assassinada cerca das oito horas do dia 21
de Fevereiro, com golpes na cabeça desferidos por um objecto
contundente (eventualmente o martelo encontrado no local do crime). Segundo
ainda a autopsia, a vitima não apresentava qualquer sinal de violação.
A polícia diz que o número de detidos pode vir a subir nos
próximos dias uma vez que se suspeita do envolvimento de mais
pessoas neste crime macabro.
A PRM continua a aliar o crime a um eventual desfalque detectado
na congregação pela leiga, envolvendo alguns membros, situação que
eventualmente seria denunciada numa reunião a ter lugar na cidade da Beira, wf
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CORREIO DA MANHÃ
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2004-03-03
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O cada vez
mais complicado caso do tráfico de órgãos está a agitar Moçambique, sobretudo
depois de representantes da Igreja terem admitido que a crise existe e de o
Conselho Permanente da Conferência dos Institutos de Religiosos e Religiosas
terem escrito uma carta ao presidente Joaquim Chissano, insurgindo-se contra
a apatia das autoridades. |
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Um clima de
suspeição e desconfiança que foi sublinhado pelo padre Arlindo Pinto. Mas o missionário
comboniano, há sete anos no país, revelou ao Correio da Manhã algum
optimismo, considerando que o momento é de viragem na Comunicação Social
moçambicana, que, finalmente, “perdeu o medo”. |
VERTICAL – 05.03.2004
DIALOGANDO
por João CRAVEIRINHA email: joaocraveirinha@yahoo.com.br
IN MEMORIAM DE DORACI (2)
uáMPULA MASSIKHINI
(Pobre Nampula)
A COMUNICAÇÃO SOCIAL moçambicana está de parabéns pela cobertura sem medo denunciando o alegado TRÁFICO DE ORGÃOS HUMANOS E DO DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS DESFAVORECIDAS. As mulheres e homens das Rádios e correspondentes da imprensa na capital do Norte de Moçambique – Nampula, estão na primeira trincheira neste momento, na denúncia e busca de fontes sobre o tráfico de órgãos humanos.
Há gente que alega, os corpos mutilados serem utilizados para feitiçaria…De facto esta Democracia imposta está a ter preços muito altos para a sociedade em Moçambique com a banalização da vida humana. Se do colonialismo se passou para o marxismo socialista, posteriormente, seria dado outro salto fatal para uma democracia atamancada, despreparada sem rede por baixo – conduzindo a um liberalismo total e indisciplinado e sobretudo desumano.
Nampula longe do poder central de há muito que estava entregue à sua sorte …Antes, na rota da droga do Paquistão (e Dubai!?), via Nacala para Nampula cidade, além de Inhambane e Maputo. Os baronetes indianos de Moçambique em ligação com os paquistaneses da droga. É do conhecimento público nacional e internacional. Com a questão da Al Qaeda – e da Fraternidade muçulmana envolta nos negócios é um tema por demais abordado das guerras do Afeganistão nas revistas e nas Televisões mundiais…Moçambique surge nesses mapas de redes mundiais da droga. Como se isso não bastasse…temos agora os alegados desaparecimentos de pessoas para extracção de órgãos. POBRE NAMPULA – uáMPULA MASSIKHINI!!
No caso da missionária DORACI, é possível que tenha sido vítima de efeitos colaterais da desumanidade que grassa em Nampula da ganância do dinheiro e eventualmente o seu assassínio não tenha a ver com o tráfico de órgãos humanos mas os requintes de brutalidade premeditada de lhe esmagarem a cabeça a martelo revela ao que se chegou em Nampula e de maneira geral em todo o país. Ela será um paradigma do martírio do sacerdócio em terras africanas de Moçambique. DORACI estava de abalada para o seu Brasil natal com muitas mágoas na alma por deixar uma Terra que fez sua.
Nampula se fez do nada com descendentes de famílias mestiças antigas do vale do rio Zambeze, população local macua, uns ou outros caboverdianos e ainda colonos portugueses. Famílias respectivamente de Morrumbala e de Tete. Teriam migrado para a região depois do Tenente português Neutel de Abreu, ter edificado o posto militar de Nampula em 22 de Novembro de 1907 vindo de uma anterior comissão em Angola e de São Tomé e Príncipe em 1895. Com soldados da 5ª Companhia portuguesa do posto de CORRANE e homens disponibilizados pelo Rei nativo da região da macuana, o poderoso MUCAPERA, é construído o posto de Nampula…” num local formosíssimo, a 440 metros de altitude, onde hoje se encontra o quartel das forças militares. Lá longe, alargava-se a beleza extrema da floresta e, ao sul, a recortar-se no espaço, a serra Mihôvo, que se assemelha ao rosto e corpo de um negro. Sobre o verde-escuro das serranias, o céu, no entardecer, tingia-se de escarlate”…(in biografia de Neutel de Abreu por Manuel Ferreira, Lisboa 1946). O Rei Mucapera aliado dos portugueses contra Faralay do tráfico de escravatura na região costeira de Nampula. O Rei de toda a macuana, faleceria de velhice em 30 de Outubro de 1932. Nampula como muitas regiões despovoadas e doentias, onde os portugueses edificaram postos militares, à posteriori, seriam transformados em povoações, vilas e cidades. No início de seu povoamento geográfico, seriam autênticos cemitérios de doenças palúdicas ou maláricas e cólera, pois careciam de todo o tipo de infra-estruturas de saneamento e sobretudo de água potável e de peixe (iodo) que chegava da costa (Lumbo) a cerca de 190 km misturado ainda com areia da praia para o conservar mas em vão, visto o péssimo estado impróprio para consumo. Em 2004 a cidade de Nampula parece ter regressado ao passado de há quase 100 anos atrás...São os traumas transgeracionais deixados pela escravatura em Nampula e na costa, e ainda da feitiçaria que regressam também em força em rituais de magia negativa.
Que mais esta morte violenta em Moçambique, não passe impune. Que a indignação e a denúncia cresçam. Só quando os verdadeiros mandantes forem expostos e condenados, aí sim, Moçambique entrará na idade da maturidade política através de seus dirigentes!
SE O CÉU EXISTE, ENTÃO LÁ,
UM CORO DE SERES ANGELICAIS, ESTÃO ENTOANDO UM REQUIEM PARA DORACI. E O
TRAQUINA DO MOZART, TOCANDO ORGÃO!!
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RADIO RENASCENÇA
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IMENSIS |
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Nampula - Várias versões sobre a
morte da freira brasileira |
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Várias versões estão a surgir em Nampula sobre quais terão sido os verdadeiros motivos que conduziram ao assassinato da freira brasileira da Igreja Evangélica Luterana de Moçambique, Edoraci Julieta Edgar, na última semana de Fevereiro. |
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Alguns comentaristas tentam ligar este assassinato
ao tão mediatizado caso de tráfico de menores e de órgãos humanos. |