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Zé Beto em
criança, Tatiana na juventude e Castelo Branco na idade adulta |
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Da criança gorducha de Tete (Moçambique), conhecida por todos como Zé Beto, Castelo Branco é, aos 40 anos de idade, uma das figuras "must" em qualquer festa do 'jet-set' nacional. |
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Pelo meio
ficaram os loucos anos de juventude em que passou a chamar-se Tatiana,
apanhava o autocarro em Santo António dos Cavaleiros vestido de mulher e
ganhava a vida entre 'shows' de travesti e negócios de obras de arte. |



DORMIU DE PORTA
ABERTA E DIVERTIU
"Foi a noite mais divertida que
já passámos na prisão". A frase é de João Braga Gonçalves e foi proferida
ontem, durante o café da manhã, no Estabelecimento Prisional junto à Polícia
Judiciária (EPPJ). Na mesma mesa, João Vale e Azevedo e José Braga Gonçalves,
outros dos notáveis daquela prisão, assentiram e o riso foi geral.
Tudo por causa de José Castelo Branco, cuja passagem pelo EPPJ dificilmente
será esquecida, de acordo com aquilo que os irmãos Braga Gonçalves contaram
ontem a uma das suas visitas. Tudo começou quando Castelo Branco teve de se
despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio
dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo,
não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos"
e "claustrofobia".
Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas
face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um
senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e
"é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova
Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi
tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.
De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco
queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só
veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia,
protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas -
"Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim
ao juiz" -, Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e
puxou o cabelo para trás com água.
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Um complemento à história de Zé Beto
- Informação enviada
por pessoa que conviveu de perto com a família Vieira:
O bisavô do
Betinho Sérgio e Gaby era um soldado português de nome Pedro Albino.
"Amigou"
com uma preta e nasceu o avô José Albino.
Este casou
com uma Frechault de Quelimane. Boa gente.
Tiveram
dois filhos e três filhas: Rui, Fernando, Irene, Néné e Maria Amélia. Meus
vizinhos em Tete.
O José
Albino foi carcereiro em Tete. O então juiz de nome Garção que diziam em Tete
era um dos amantes da Irene (Nini), ajudou o pai transferindo-o para o tribunal
como ajudante de escrivão. O Dr. Garção que eu conheci muito bem era um
"pontarrão" disse ao José Albino que tinha que acrescentar ao nome um
apelido mais fino. Daí saiu o Castelo Branco.
A Nini, mãe
do Betinho, casou com o Francisco da Silva Vieira, bom homem e amigo da
família. Dessa ninhada, o Sérgio Maria Castelo Branco da Silva Vieira, mais
tarde mudou o nome para Sérgio Vieira. Viva o Leninismo Marxismo, etc. etc.
Eu não me
lembro do Betinho. Sei que foi expulso de Moçambique pelo irmão assim como outros
elementos da família Silva Vieira.
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Pelo que li num jornal, o irmãozinho do "artista" está em Tete como alto funcionário da Hidro-Eléctrica do Cabora Bassa.
A sua capacidade de político foi testada, mas pelos vistos está a usufruir dos direitos de lealdade ao regime.
Em 76, o pai dele (e também do outro), que era o motorista do camião da distribuição da carne entre o matadouro e os talhos, foi ferozmente agredido por um dos novos (preto) donos dos talhos que eram dos colonialistas, quando fazia a entrega da carne, o selvagem achou que o velhote estava a desempenhar uma tarefa que devia ser de um preto, tratando-o mal por ser de origem asiática.
Alguém da família, conseguiu contactar o então Camarada Ministro Sérgio Vieira no Maputo, pedindo-lhe que intercedesse para que o agressor fosse castigado, ouviu como resposta que, se o outro lhe bateu foi porque ele merecia.
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Correio da manhã
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2004-03-10
00:25:00 |
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Indignado com
as acusações de roubo e agressão, José Augusto Silva, ex-mordomo do casal
Castelo Branco/Betty Grafstein, revela os segredos do ‘marchant’ |
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José Augusto Silva foi mordomo na casa de Betty Grafstein e José
Castelo Branco durante cerca de seis meses. Tempo suficiente para se
aperceber que o 'rei do jet set' nacional "não tem nível nenhum".
Não só "vive à custa da senhora", como "trata mal a mãe e a
Lady Betty". Além disso, segundo o ex-empregado, "é contrabandista
de jóias e roupas de marca" e tem por hábito "roubar os lençóis,
atoalhados e até os guardanapos dos hotéis". Mas, além destas revelações
José Augusto confessa que o ex-patrão o obrigava a "engatar homens para
ele” e acusa-o de ser "viciado em revistas pornográficas". |