L'1SLE JOYEUSE
Ó festa de luz de mar tranquilo De casas brancas dum branco rosa Dum
tempo antigo que aqui ficou
Ó ilha pura incandescente Que me geraste três vezes mãe Três
vezes para mim sagrada Por teres deuses tão variados Por seres livre da liberdade Que os deuses
gregos orientais Marcam a fogo um fogo alegre Naqueles seres naquelas ilhas Que eles nomeiam
seus próprios filhos Por motivos sobrenaturais
Alberto de Lacerda
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ILHA DE MOÇAMBIQUE
"Desfeitos um por um os nós sombrios, Anulada a distância entre
o desejo E o sonho coincidente como um beijo, Exalei mapas que exalaram rios.
Terra secreta,
continentes frios, Ardei à luz dum sol que é rumorejo Para lá do que eu sou, do que eu invejo Aos
elementos, aos altos navios!
Trouxe de longe o palácio sepulto, A cobra semimorta, a bandarilha,
E esqueci poços, prossegui oculto.
Desdém que envolve por completo a quilha, Sou bem o rei
saudoso do seu vulto, Vulto que existe infante numa ilha. "
Alberto de Lacerda
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MOÇAMBIQUE
O Oriente surgido do mar Ó minha Ilha de Moçambique Perfume solto
no oceano Como se fosse em pleno ar
Alberto de Lacerda
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JÓIAS
Jóias que imensa madrugada De estrelas na ilha alegre Do riquechó contemplo
as conchas Celestes a cintilar São conchas algas são prodígios Do mar que os deuses cravejaram
Assimetricamente musicalmente no firmamento
Alberto de Lacerda
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PONTA DA ILHA
O corpos dados com melodia As melodias do meu ardor! Ó pretas
lindas! Ponta da Ilha! Vestem soberbos panos de cor. Deles se despem com grã doçura, Vénus despida
do próprio mar. É com doçura que negras, lindas, Desaparecem no meu calor.
Alberto de Lacerda
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