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MENSAGEM DO PROFESSOR RAUL FERRÃO
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ANTÓNIO ENES, a hoje (e ontem) ANGOCHE e a sempre PARAPATO, era uma pequena cidade situada
na costa norte moçambicana. Tudo muito arrumadinho com o monte Parapato e o seu farol
a “vigiarem” o Bairro do Sol e o seu casario, a longa avenida (sala de visitas de quem chegava) e ainda
os bairros do Muchelele, Puli e Inguri. Cresceu, cresceu e a pequena vila onde vivemos tornou-se
em 26 de Setembro de 1969 numa bela cidade onde dava prazer viver. A vida era intensa.
As fábricas de caju empregavam milhares de funcionários, no seu porto dezenas de barcos de arrasto
do camarão davam-lhe vida, os clubes criavam espaços de diversão de prazer e lazer, as suas praias eram
um paraíso e um lugar privilegiado para descontrair do dia a dia. As inúmeras lojas de
mato da região despejavam aos sábados e domingos na cidade os seus donos, que vinham “matar” a solidão
da semana no convívio com os citadinos. Foi bom lá viver. As recordações, mesmo
as menos boas, pintalgam hoje a nossa memória e dão-nos uma riqueza de emoções que nunca nos poderão
roubar. A Associação de Ex-Residentes no Parapato é a fiel depositária das nossas recordações
e tem como missão manter a comunidade viva para aqueles parapatenses que queiram continuar a sê-lo efectivamente.
Fá-lo com a sua Festa Anual, com o jornal “MACUA” , com os cartões de aniversário que são
enviados a todos aqueles que nos nossos arquivos têm os dados necessários para isso e agora através da
internet. Tudo isto e o tentar ser útil àqueles que nos procuram em busca de alguma informação.
Enquanto todos quisermos assim será, porque “QUERENDO É QUE SE VENCE”.
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Notas biográficas
António José Enes, nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1848. Destinado
a uma carreira comercial, preferiu as letras e formou-se. Autor dramático, jornalista e político português,
escreveu nos jornais «Gazeta do Povo», «Paiz», «Progresso» e «Correio da Noite». Começa a actividade
literária em 1875. Em 1887 funda o jornal «O Dia» que sai a 29 de Dezembro do mesmo ano. É nomeado
Comissário Régio de Moçambique em 30 de Outubro de 1895 Parte para a África no mesmo ano e chega a
Moçambique a 6 de Janeiro de 1895. Instala o Tribunal da Relação. A 20 de Dezembro do mesmo ano
embarca para Lisboa. Em 1896 é nomeado Embaixador do Brasil onde se demora pouco tempo. Volta
ao jornal «O Dia» que reaparece em 1900. É condecorado com a Torre e Espada. Morre em Lisboa a 6 de Janeiro
de 1901.
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