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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO
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O AUTOR Félix Bermudes, poeta, prosador, comediógrafo e desportista, brilhou em todas estas
facetas das suas actividades. Como poeta deixou uma vasta obra disseminada por livros e teatro;
dela se destacando as magistrais adaptações à língua portuguesa dos poemas «If» de Rudyard Kipling e
dos «Versos Doirados dos Pitagóricos». Como prosador, entre outros trabalhos deixou--nos os seus
livros «Cinza e Nada», «Aos meus Irmãos Comunistas», «O Homem condenado a ser Deus» e «Buda Instruindo
os Discípulos». A sua familiaridade com a língua francesa permitiu-lhe editar em Paris a sua notável
obra «La Conquête de VÊternel».
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Como comediógrafo — e englobamos nesta designação a revista, a opereta, a farsa, a comédia e
a mágica — escreveu, em colaboração, ou apenas com a sua assinatura, ora criando, ora adaptando, 105
peças de teatro. Para se avaliar do extraordinário êxito que as suas peças alcançaram bastará dizer que,
numa mesma noite, cinco dos seus trabalhos eram representados em cinco teatros de Lisboa. Como desportista
foi, em diversas épocas, campeão nacional de várias modalidades. Praticou hipismo, futebol, remo, ciclismo,
ginástica, atletismo, esgrima, ténis, alpinismo e tiro. Campeão nacional de tiro, à espingarda e à pistola,
capitaneou a equipa portuguesa nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, em 1920, e de Paris, em 1924, tendo
nestes últimos alcançado o honroso 4.º lugar na grande «Prova de Mestres Atiradores Internacionais à
Pistola». Em espada, ganhou aos 50 anos o campeonato de Portugal, em competência com dezenas de esgrimistas,
dos quais alguns tinham metade da sua idade. Já com 67 anos foi finalista, em pares, do campeonato de
Portugal de ténis, em segundas categorias. Aos 82 anos, na sua última visita a Moçambique, jogou ténis
de mesa com a vivacidade e alegria de um adolescente. Presidente da Sociedade de Escritores e Compositores
Teatrais Portugueses, presidente da Société Internationale des Gens de Lettres, presidente da Sociedade
Teosófica de Portugal, desportista Internacional e Olímpico, Félix Bermudes viveu sempre sob o signo
do «Mens sana in corpore sano». A sua obra «Sem armas no meio das Feras», agora editada, a título
póstumo, foi terminada pouco antes do seu falecimento, que se verificou em 5 de Janeiro de 1960.
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NOTA: SEM ARMAS NO MEIO DOS BICHOS é a reportagem de uma visita, em finais dos anos 50, a vários
santuários de caça africana, com destaque para o PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA, com belíssimas fotos.
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SEM ARMAS NO MEIO DOS BICHOS - A VIDA NA SELVA (Arquivo pdf)
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