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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO
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JORGE EDUARDO DA COSTA OLIVEIRA
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NOTA BIOGRÁFICA JORGE EDUARDO DA COSTA OLIVEIRA nasceu em Monsul, concelho da Póvoa de Lanhoso,
no coração do Minho, tendo feito o curso secundário, com distinção em todos os anos, no Liceu Nacional
de Sá de Miranda, em Braga, curso que terminou com a classificação final de dezassete valores. No último
ano do mesmo, foi convidado pelo Reitor a discursar na"Semana do Ultramar", tendo dissertado sobre a
"colonização lusíada". Ingressou depois no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras de
Lisboa, onde desenvolveu intensa actividade académica: vice-presidente da respectiva associação de estudantes
no segundo ano, fundador e director da revista dos mesmos,
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"Económica Lusitânia", até à conclusão do curso, presidente da assembleia geral dos estudantes e seu
representante na Comissão Inter-Associações de Lisboa e Congresso das três academias - Lisboa, Porto
e Coimbra. Tendo-se licenciado com a mais alta classificação do seu curso, passou a desempenhar as funções
de professor assistente do mesmo Instituto, leccionando, entre outras matérias, a economia dos territórios
ultramarinos. Acumulou, entretanto, as funções docentes com as de investigador da Junta de Investigação
do Ultramar (JIU), técnico e, depois, Chefe de Repartição dos Negócios Económicos do Ministério do Ultramar.
Em Junho de 1961, após os graves acontecimentos do Norte de Angola, foi nomeado Director Territorial
dos serviços que superintendiam no Comércio, Indústrias Transformadoras, Inspecção de Actividades Económicas
e Estatística. Em Dezembro de 1964 passou a sobraçar, no governo de Angola, a pasta da Economia e, em
Setembro de 1969, a pasta do Planeamento e Finanças, de natureza coordenadora, tendo sido o seu primeiro
titular, e nela se mantendo até Janeiro de 1973, altura em que regressou a Lisboa por divergências com
o Ministério do Ultramar. Durante estes doze anos conheceu Angola o período áureo do seu desenvolvimento,
com os maiores índices de crescimento em África. Sobre a acção desenvolvida pelo autor durante
o período em que viveu em Angola, escreveu Adelino Torres, catedrático de Economia do Desenvolvimento
e de Economia Africana, da Universidade Técnica de Lisboa, na enciclopédia Portugal Contemporâneo, volume
2, página 105, que depois do brilhante consulado do Alto Comissário Norton de Matos, somente quarenta
anos passados, surgiria em Angola um responsável pela pasta da Economia (o autor) que retomaria, "não
sem coragem, o tema do crescimento económico autocentrado e, entre 1962 e o princípio dos anos 70, construiu,
por assim dizer, os alicerces de uma nova dinâmica da modernidade". E, no preâmbulo ao livro de Sócrates
Dáskalos "Um testemunho para a História de Angola, do Huambo ao Huambo", 2000, pág. 16: "a obra notável
de Jorge Eduardo da Costa Oliveira conseguira transformar consideravelmente o panorama económico de Angola".
"Os importantes resultados obtidos fizeram de Jorge da Costa Oliveira, a seguir a Norton de Matos, o
maior e mais decisivo agente de transformação da economia angolana deste século". Uma vez em Portugal,
foi inspector superior do Ministério do Ultramar e, seguidamente, do da Coordenação Interterritorial,
cabendo-lhe o acompanhamento da actividade dos delegados do Governo e administradores por parte do Estado
das empresas concessionárias e de economia mista do Ultramar. Criado, em Janeiro de 1976, o Instituto
para a Cooperação Económica (ICE), sob a tutela dos Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Finanças,
a que incumbia a coordenação económica, financeira e empresarial da cooperação com os países em vias
de desenvolvimento, foi nomeado membro executivo da sua comissão instaladora e, uma vez dotado o mesmo
de orgânica própria, em 1980, presidente da sua Direcção, funções que viria a desempenhar durante
doze anos até à sua aposentação em Outubro de 1992. Durante este período promoveu a publicação de doze
relatórios anuais de actividade do organismo. É autor de dezenas de obras e estudos sobre os países
africanos de língua portuguesa, designadamente Aspectos de um grande problema nacional (o equilíbrio
demo-económico), 1954; Aspectos Económico-Sociais da Ocupação Humana em Moçambique, 1958; Alguns Aspectos
da Unidade Económica Nacional (co-autor), 1960; Estudos de Economia Ultramarina (co-autor), volume
n.° 47 do Centro de Estudos Políticos e Sociais (JIU), 1960; Aplicação de capitais nas Províncias Ultramarinas,
vol. n.° 50 do mesmo Centro, 1961; Economia de Angola — Os Fundamentos da Política Económica, 1965; Problemas
da Economia de Angola, 1967; Economia de Angola —Evolução e Perspectivas (1962-69), 1970; Conjuntura
Económica de Angola, 1970; Relatório da Pasta da Economia, obra em 4 volumes com 2264 páginas, editada
entre 1970 e 1971; Servindo o Futuro de Angola, volume de 700 páginas publicado quando deixou este território;
Textos sobre Cooperação Económica (co- autor), 1992; A Economia de S. Tomé e Príncipe, 1993; A Cooperação
Portuguesa, ISEG, 1995; Cooperação de Portugal com os países africanos, 1997; artigos sobre as relações
com os países africanos de língua portuguesa, de 1988 a 2001, no "Economista", Anuário da Economia Portuguesa,
órgão da Ordem dos Economistas. É Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1983), Grande-Oficial
da Ordem Militar de Cristo (1992), Grão-Cruz "pró mérito melitensi” da Ordem Soberana e Militar de Malta,
classe especial, Grão-Cruz da Ordem da Estrela da Bandeira da República da Jugoslávia, Grande-Oficial
de Mérito das Repúblicas da Itália, da Grécia e da Áustria, Fellow da International Banker Association
e membro da Sociedade de Geografia de Lisboa. De Maio de 1994 até ao fim de 2002, já aposentado,
foi consultor do Conselho de Administração da IPE — Investimentos e Participações Empresariais, SÁ, holding
empresarial do Estado Português (entretanto extinta), ocupando-se das relações desta com os países africanos
de língua portuguesa. Quer no exercício destas funções, quer enquanto membro do Governo de Angola e presidente
do ICE, promoveu, apoiou ou prefaciou dezenas de obras sobre África, corno consta do texto destas "Memórias".
Em suma, toda uma vida dedicada a África.
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UMA PEQUENA AMOSTRA (pág.s 318)
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DÚVIDAS SOBRE O 25 DE ABRIL
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