RINOCERONTE
Um erro frequente quando falamos de animais é tratarmo-los como entidades gerais.
Dizemos, por exemplo, os morcegos são assim, as baleias fazem isto, como se os morcegos fossem apenas
de uma espécie, como se não existissem dezenas de espécies de baleias, todas elas diferentes. O mesmo
erro, em menor escala, ocorre com os rinocerontes. Na nossa região não temos uma, mas duas espécies de
rinocerontes. E apesar de similares na aparência, eles são particularmente diversos.
O rinoceronte
branco é o mais comum e aquele que corre menos riscos de extinção. De facto não é branco. O mais correcto
é nomear este gigante em função do formato do seu focinho. Um lábio quadrado, apropriado para colectar
ervas, é característica que dá nome mais apresentável a este paquiderme. O rinoceronte preto (ou mais
correctamente de lábio prênsil) alimenta-se de folhas de árvores e arbustos e não de capim. Habita, por
isso, regiões mais florestadas. Deve estar praticamente extinto em todo o Moçambique mas, até duas décadas
atrás, ainda havia registos da sua ocorrência em regiões de Tete e do vale do Rovuma. ...................................................................................................
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