A BIBLIOTECA DO MACUA

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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO



ISABELLA OLIVEIRA



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     ISABELLA OLIVEIRA nasce em Moçambique, em Maputo, a 15 de Maio de 1957, no seio de uma família da média burguesia colonial, filha de pais já nascidos na então colónia portuguesa. Aos oito anos lê o primeiro livro de Enid Blyton, Os cinco e os aviadores. É a leitura das obras desta autora que mais tarde a levará a escrever diários de bordo de todas as suas viagens.
     É no liceu, a partir de 1967, que começa a escrever, tendo alguns dos seus textos sido publicados na revista Alvorecer, do então Liceu D. Ana da Costa Portugal (parte feminina do Liceu Salazar). Aos quinze anos faz-se sócia do Cineclube de Lourenço Marques e toma contacto não só com o novo cinema que então se fazia na Europa mas também com


alguns intelectuais moçambicanos empenhados na luta anti-colonial, à qual adere entusiasticamente. É assim que, logo após o 25 de Abril, colabora tanto em jornais de parede como no jornal O Olho. No Natal de 1976 vem com a família para Portugal, e é em Sintra que começa a escrever um primeiro grande texto, que transpira as suas impressões sobre este país que lhe era totalmente inédito, chamando-lhe «Tempo de atravessar».
Aos vinte e um anos, por aventura mas também pela ânsia de conhecer os cenários dos filmes e dos livros que devorava (entre os quais os de Simone de Beauvoir, sobretudo A Força da Idade), pega na mochila e mete-se à boleia pela Europa: Paris, Itália, etc. Nos intervalos ia fazendo as cadeiras do curso de Economia, do Instituto Superior de Economia de Lisba, onde mais uma vez participa activamente na vida associativa da escola, assim como na fundação do jornal Opinião. Simultaneamente, e para garantir o argent de poche, agarra todos os part t/me que aparecem. É a partir dos diários de bordo das suas viagens (50.000 quilómetros à boleia) e da vivência desses anos que constrói «DB/81», um encontro/confronto entre a juventude e a vida adulta, já à beira do precipício, ou seja, a meses de a sobrevivência a aprisionar no horário das nove às cinco, sendo economista.



Nota: Biografia extraída do sua obra DB/81, editada em Maio de 2000.


índice

1ª Parte

Lourenço Marques, 25 de Abril de 1974
Os dias seguintes
A cidade de caniço
O regresso à cidade branca
Do Rovuma ao Maputo
A noite em que, em plena estação seca, a chuva caiu para limpar o
                             colonialismo

2ª  Parte

Enfim, sós
Dia de pagamento
Tivemos razão antes do tempo
O retour do adeus
Até sempre

Posfácio

Vinte e cinco anos depois

Anexo



Toponímia da cidade de Maputo



Leia alguns textos clickando nos titulos dos capitulos


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Edição de 2002

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