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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO
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FRENTE DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE
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INDICE
INTRODUÇÃO
CAPITULO
l AS MIGRAÇÕES AFRICANAS ...................... 1 1. Motivos das migrações 2. Os povos Bantu
3. Quem somos nós 4. Os Bantu Meridionais
CAPITULO II O IMPÉRIO DO MONOMOTAPA ....................
.B A civilização do Monomotapa 1. As ruínas do Zimbabwe Perguntas 2. Organização
política e social do Império 3. A economia e o comércio
CAPITULO III O MONOMOTAPA
- PRIMEIRO PERIODO CHONA (1325-1600). .12 1. A tribo Makaranga 2. O primeiro reino Makaranga 3.
O segundo reino Makaranga 4. Dinastia Rozwi: Mutota e Matope 5. O estado teocêntrico dos Rozwi
6. A sociedade no tempo de Mutota 7. O comércio com os árabes 8. A técnica dos metais 9. Matope
10. Divisão administrativa do Império 11. Dinastia Changamire (1490 - 1494)
CAPITULO IV
PERIODO DE DECLINIO DO IMPÉRIO (1500-1600). ........ 21 1. Formação de dois reinos rivais 2. Disputas
entre as dinastias 3. Situação social, política e económica 4. Os portugueses em Moçambique 5.
Guerra entre portugueses e árabes 6. Os portugueses em Tete, Massapa e Quelimane 7. A situação
no fim de 1325 – 1600
CAPITULO V O MONOMOTAPA - SEGUNDO PERIODO CHONA (1600-1700). .32
1. O reino de Changamire 2. O> reinos Barué, Quiteve, Manica e Sedanda 3. Os outros reinos: Simba,
Chicoa e Macua 4. A Administração colonial portuguesa 5. O Monomotapa 6. Revoltas contra o Monomotapa
7. Os portugueses em Sena 8. O reino de Mavura 9. Inicio do sistema dos prazos 10. Changamire
- A invasão dos Rozwi
CAPITULO VI PERIODO DOS PRAZOS (1700-1880). ................. .48 1.
O inicio do sistema dos prazos 2. Os primeiros prazeiros 3. O comércio de escravos 4. Os missionários
CAPITULO VII O IMPÉRIO ZULU. ............................. 55 1. As invasões dos Ngoni
2. Tchaka, fundador do reino Zulu 3. A organização do exercito de Tchaka 4. A batalha de Gokoli
5. O Império Zulu 6. A morte de Tchaka 7. Os dissidentes de Tehaka 8. Soshangane e a criação
do Império de Gaza
CAPITULO VIII AS GUERRAS DE RESISTÊNCIA.................... .67 1.
O Império de Gaza 2. A resistência na região de Lourenço Marques 3. A batalha de Magule 4. A
batalha de Coolela 5. As lutas de Maputo 6. Guerras de resistência de Maguiguane
CAPITULO
IX COMPANHIAS MONOPOLISTAS ..................... .78
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INTRODUÇÃO O método que vamos adoptar para estudar a História de Moçambique, será um método
que se vai adaptar às condições actuais da luta do povo moçambicano, portanto, um método revolucionário.
Todas as histórias que têm sido escritas sobre Moçambique baseiam-se na acção que os portugueses exerceram
sobre o nosso país. Com isto queremos dizer que a história de Moçambique até aqui tem sido um relato
da colonização portuguesa e, por isso, a partir da data em que eles chegaram a Moçambique. A história
que fica antes dos portugueses é quase totalmente desconhecida. Ao iniciarmos o estudo da História
de Moçambique, não poderíamos seguir o mesmo método. Como todos os outros povos do mundo, o povo moçambicano
tem uma história. Assim, tentaremos estudar a História de Moçambique sob um ponto de vista moçambicano,
quer dizer, baseado na história do povo moçambicano. Mas para se escrever uma história é necessário
ter fontes de informação sobre o passado, e a maior parte dessas fontes foram-nos deixadas pelos árabes
e pelos próprios portugueses. Assim, ao tentarmos conhecer o passado não conseguimos informações seguras
para além do ano 1300. Foi por volta dessa altura que na região entre os rios Zambeze e Limpopo teve
origem uma civilização muito importante, o Mwanamutapa (Monomotapa). Esta civilização que atingiu o
seu ponto mais alto por volta do ano 1500, marcou profundamente a História de Moçambique. Achamos correcto
começarmos o estudo da História de Moçambique com a história do Mwanamutapa. Esta civilização não só
influenciou a região do Norte mas também a região do Sul de Moçambique. Ao estudarmos a evolução desta
civilização focaremos todo o povo moçambicano. Esta civilização do Mwanamutapa teve contactos com
os povos vindos do exterior, os árabes e os portugueses, mas o motor da história foram os povos que
o constituíam. Mais tarde veremos que consequências teve para Mwanamutapa o contacto com esses estrangeiros,
que relações tiveram e que influências provocaram.
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Conclusão Em Novembro de 1891 foi fundada a Companhia do Niassa com direitos iguais aos
da Companhia de Moçambique e que tinha a concessão de todos os territórios ao norte do rio Lúrio. A maior
parte do capital era inglês e o prazo era de 35 anos. Em Maio de 1892 fundou-se a Companhia da Zambézia
que ocupava os territórios entre as Companhias anteriores. Os seus capitais (dinheiro) vieram de diversos
países capitalistas do mundo: África do Sul, Alemanha, França, Inglaterra, Portugal, Estados Unidos,
etc. Na superfície da terra era a maior das três Companhias mas não tinha o direito de administração.
Com o tempo a Companhia da Zambézia fez mais lucros do que as outras Companhias e passou a ter ramificações
tais como:
A Companhia do Boror, de capitais alemães A Companhia do Luabo, de capitais
diversos A Sena Sugar Estates, de capitais ingleses A Societé du Madal, de capitais franceses.
Todas estas companhias fizeram a exploração económica e política do povo moçambicano durante os
anos das suas concessões e mesmo depois. A parte do sul do rio Save, províncias de Inhambane, Gaza
e Lourenço Marques, os portugueses decidiram enchê-la de colonos portugueses e de explorarem eles mesmos
directamente. O grande problema era que a maior parte dos territórios destas companhias não se encontravam
na posse dos portugueses. Foi então necessário conquistá-las pela força das armas, para que a exploração
das riquezas de Moçambique se pudesse fazer. A próxima acção dos portugueses foi então a conquista
militar e a conquista do Império de Gaza representa uma fase dessa conquista. Em suma, o desenvolvimento
da economia e das vias de comunicação foi o trabalho das companhias. A Província de Manica e Sofala passou
para o Governo Português em 1942. As Províncias de Niassa e Cabo Delgado faziam parte do território
da Companhia do Niassa. Estas duas Províncias passaram para o Governo Português em 1929.
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