1O.º ESTUDO
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HÁ
muito tempo já que se estuda e se discute a forma gráfica a adoptar para a
escala nicrocromática, e, se não estou em erro, ainda nada se
assentou sobre tal assunto. Por esse motivo, e atendendo ainda à necessidade que
tínhamos de chegar a uma conclusão definitiva, embora apenas para nosso uso,
fomos obrigados a arquitectar esta escala cujos sinais empregados se nos
afiguram interessantes e talvez de fácil leitura.
O aumento das linhas à pauta
afigura-se-nos um gráfico muito complicado. A introdução de novos acidentes, tamem não nos parece de melhor acerto. Logo, apresentamos
esta escala para cujos intervalos de quarto de tom usámos destes termos: Supra
e Infra. Fáceis, como se vê, de emissão vocal e de simples fixação.
O sinal para supra, resume-se
apenas numa espécie de C invertido sobre a nota. Para sinal de infra, temos
o mesmo C mas este, visto ao contrário.
Exemplo:
É claro que não podíamos enriquecer uma escala, sem que a
leitura se tornasse um pouco mais dificultada; mas mesmo assim, como se vê, não
é duma transcendência tão complicada como parece à primeira vista; apenas
exige, esta nova forma, um intervalo maior, não muito, de pauta a pauta.
ESCALA NICROCROMÁTICA

Também para os acordes, esta forma se
presta indubitavelmente, porquanto bastam os simples sinais, que adiante
expomos, para se compreender numa rápida visão a sua estrutura.

É conveniente que o leitor, ao observar
os vários trechos apresentados nesta obra, consulte antes de tudo este pequeno
mapa, para melhor compreensão da matéria.
A infinidade de grupêtos que se notam na música negra, ora
usando o quarto de tom descendente, ora o ascendente, é também outro problema
para ponderarmos com calma a-fim-de não cairmos em qualquer choque com aqueles
ornamentos dentro da nossa música estabelecidos

Na música negra, quando aparece este grupêto,
começa sempre pela nota real que se segue; como se poderá ver por este pequeno
gráfico. Parece-nos que bastará um S colocado verticalmente ao centro da
ligadura, para o sinal de supra; e para o de infra a mesma letra
ao contrário.
No que respeita à harmonia, esperamos
poder mais tarde apresentar, dentro destes princípios, um estudo mais concretizado
e completo. Como se vê, é um trabalho que exige bastantes cuidados e subida
concepção, para o que é preciso tempo e estudo.
Os mestres portugueses, de mais profundos conhecimentos e
alta competência, que nos ajudem nesta campanha que tem apenas o fim de
enriquecer as nossas bibliotecas, onde a pobreza sobre estes assuntos é
flagrante.
