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LIVROS & AUTORES QUE A MOÇAMBIQUE DIZEM RESPEITO
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DATAS E DOCUMENTOS DA HISTÓRIA DA FRELIMO, de Armando Pedro Muiuane, tem, nesta sua 3ª edição, "revista,
melhorada e ampliada" um prefácio de Armando Guebuza, Presidente da República de Moçambique, que, a certo
passo afirma: "A recolha e concatenação do material aqui reunido traduz o facto de que nós moçambicanos
temos um rico património para processar, divulgar e partilhar com o resto do Mundo. Traduz igualmente
o facto de que nós próprios, e com a verdade dos factos, podemos escrever a nossa história, a história
de Moçambique e do seu brioso Povo."
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Quando no Prefácio é escrito "e com a verdade dos factos" pergunto-me qual verdade? Apenas a que se tenta
passar como "verdade" e que se está a ensinar nas Escolas a uma juventude que cresce na "mentira" dos
factos propalados pela FRELIMO. Apenas me referirei a dois factos: o MASSACRE DE MUEDA e o INICIO
DA LUTA ARMADA, no Posto do Chai, logo nas primeiras páginas da obra. Assim, aqui transcreverei as
páginas referentes a estes episódios, bem como o prefácio de Armando Guebuza.
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Sobre o "INICIO DA LUTA ARMADA", que, na realidade não foi iniciada pela FRELIMO, consulte: CHAI
25.09.1964
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SOBRE O MASSACRE DE MUEDA
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SOBRE O INICIO DA LUTA ARMADA
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BIOGRAFIA
Armando Pedro Muiuane nasceu a 6 de Junho de 1929 na localidade de Hlehleni, regulado
Zuza, distrito de Bilene Macia, actualmente pertencente ao distrito de Chilembene, província de Gaza,
filho de pais camponeses Pita Muiuane e Lizi Bazima. Ao nascer deram-lhe o nome de Dan, que era o
nome de Dan Malungane, pastor da Igreja da Missão Suiça do Guijá, actual Igreja Presbiteriana de
Moçambique, muito amigo de seu pai.
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Chegou a Lourenço Marques juntamente com o seu irmão mais velho Alexandre em Junho de 1939 para estudar,
tendo-se matriculado na Escola da Munhuana. Porém continuou os estudos no Colégio Pedro Nunes. Estudar
no colégio requeria então pagar as propinas mensais, o que lhe era oneroso e assim procurou emprego na
Imprensa Nacional de Moçambique onde foi admitido como ajudante de revisor em 1 de Agosto de 1950, área
que exerce até hoje como revisor da imprensa editorial. Mas à força de toda a vontade esteve no colégio
até no segundo ano. Todavia foi forçado a interromper essa marcha quando ficou preso pela PIDE/DGS, a
sanguinária polícia secreta do regime colonial-fascista português, em Janeiro de 1965, com outros nacionalistas
ligados à rede clandestina da IV Região Militar da FRELIMO. Ficou encarcerado durante sete anos nas
masmorras da PIDE/DGS. Ao sair quis fazer algo para o seu Partido. Mas fazer o quê? Muitos dos seus colegas
estavam fazendo muita coisa que a sua mão não alcançava. Decidiu então falar com o seu inesquecível compadre,
o Poeta José Craveirinha, sobre a intenção de editar um livro sobre a trajectória empolgante da FRELIMO
de 1960 a 1975- ano da independência de Moçambique. Teve muito apoio moral e material deste seu compadre
e do João Reis, na altura administrador da Imprensa Nacional. Eis então o livro em terceira edição
que muitos militantes e simpatizantes da FRELIMO e o povo em geral insistiam que conhecesse a luz do
dia. E vem na boa hora, na hora em que se realiza o 9" Congresso deste grande e glorioso Partido Libertador.
Não é uma obra acabada, pois, a história da Frelimo é tão rica e extensa que não se esgotaria nestas
páginas. Contudo, principalmente a nossa juventude poderá ter um ponto de referência para a busca do
conhecimento sobre a proveniência da nossa soberania e assim melhor fazer as escolhas sobre o futuro
do nosso País. A LUTA CONTINUA!
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