IV
PERÍODO DE
DECLÍNIO DO IMPÉRIO 1500-1600
1. Formação de dois reinos rivais
O filho de Changamire e mais
tarde os seus sucessores, mantiveram-se firmes na sua posição não só de
independência mas também de ataque constante ao que restava do Monomotapa.
Estes Changamires instalaram-se no antigo sítio de Zimbabwe. Tem a seu lado os
Torwa e os Quiteve. Quer dizer, com este último reino, os Changamires dominavam
uma saída para o mar - Sofala. Por seu lado Kakuyo
Komuniama e os seus descendentes no Zimbabwe de Mutota, fizeram uma política
agressiva aos Changamires, tendo ao seu lado os Manica, os Batua e os Báruè,
dominando Sena, a segunda saída para o mar.
2. Disputas entre as dinastias
As disputas entre
a dinastia Monomotapa e a dinastia Changamire são um sinal de enfraquecimento
das tendências centralizadoras da Idade do Ferro em África e no Império do
Monomotapa.
Vimos como os
pequenos agrupamentos do poder clânico cresceram para os agrupamentos mais
vastos do poder tribal e estes para agrupamentos maiores do poder multi-tribal.
O que aconteceu
foi que estes agrupamentos do poder multi-tribal tiveram que enfrentar os
conflitos sociais. As lutas de dinastias pela conquista do poder por um lado, e
as fortes exigências das massas populares por outro lado, exigindo uma justa
repartição das riquezas, são os dois factores dominantes que provocaram uma
separação no Monomotapa.
3. Situação social, política e económica
O período de
declínio (1500 - 1600) não significa um desaparecimento da civilização de base.
Veremos como esta civilização continuará a desenvolver-se apesar da influência
nefasta dos portugueses que no princípio deste século chegaram à costa de
Moçambique. Os centros de civilização de Mapumbubwe, Inyanga, Dlo-Dlo e Kami
são um testemunho dessa civilização.
Situação Social
No interior
de cada um dos reinos que formavam as duas dinastias, Monomotapa e Changamire,
a sociedade voltou à estrutura feudal.
A acção dos
portugueses na costa e as lutas entre dinastias tinham exigido uma maior união
dentro de cada reino e isso só foi possível quando o povo voltou à democracia
tribal.
Mas a chegada dos
portugueses destruiu o comércio que os africanos tinham com os árabes e isso
facilitou o nivelamento das classes sociais que se ocupavam principalmente da
agricultura e pastorícia, adaptando-se assim ao sistema tribal. A destruição do
comércio com os árabes terminou o processo da diferenciação da sociedade em
classes.
Situação Política
Nas duas dinastias
do Monomotapa e Changamire o sistema social que se formou quebrou o poder dos
chefes. Já não podemos pensar na existência de dois Impérios, um ao norte,
Monomotapa e outro ao sul, Changamire.
No sul,
sob a chefia do Changamire, as relações deste com os Quiteve e os Torwa não
eram de um rei feudal para com os vassalos mas sim puras relações de aliança.
No norte,
sob o Monomotapa, mantinham-se ainda uns restos dessas relações entre
Monomotapa e os Báruè e os Manica. Os Batua com tempo desligaram-se dessas relações.
Da mesma maneira com tempo os Barue desligaram-se dessas obrigações de
vassalagem e o sistema de alianças começou.
O Changamire e o
Monomotapa foram pouco a pouco perdendo a sua autoridade sobre os chefes e o
conselho do povo e anciãos veio a desempenhar um papel importante na vida
tribal.
Situação económica
A situação
económica será compreendida no capítulo seguinte quando analisarmos a acção
portuguesa em Moçambique nos princípios do século XVI. A luta pelo monopólio do
comércio dos metais, entre os árabes e os portugueses, resulta na vitória dos
portugueses. Os povos do interior vão sofrer grandemente com esta vitória.
Os árabes,
embora explorassem muito os povos do Monomotapa, nunca tiveram a ambição de conquista.
Interessava-lhes o ouro e o ferro. Os portugueses não queriam limitar-se ao
monopólio de comércio. Queriam apoderar-se das fontes de riqueza. Por isso
tinham ambições de conquista e domínio. Os povos do Monomotapa
dificilmente aceitaram o domínio português porque estavam habituados a
sentirem-se em nível de igualdade com os árabes. Isso deu origem a que os povos
do Monomotapa se dedicassem só aos trabalhos da agricultura e pastorícia,
deixando assim à parte o trabalho dos metais.
Podemos em
conclusão afirmar que dois factores causaram uma interrupção na evolução da
civilização do Monomotapa: a luta pelo poder entre os senhores feudais e a
substituição dos árabes pêlos portugueses no comércio. Essa interrupção vai
durar um século e só mais tarde veio o progresso que também não duraria longo
tempo.
4. Os portugueses em Moçambique
Para podermos compreender a acção dos
portugueses em Moçambique temos que primeiro estudar as razões que levaram os
portugueses aos descobrimentos.
No século XV os
mercadores europeus tornaram-se muito ricos e poderosos, passando assim a
dominar a economia e até os senhores feudais. Para os mercadores poderem manter
a sua riqueza foi preciso abrir novos mercados onde pudessem vender os seus
produtos e comprar matérias primas. Para abrir novos
mercados era preciso sair da Europa para a África e Ásia.
Na Europa
descobriram a bússola que permitiu uma maneira precisa de se orientar tanto no
mar como na terra; a imprensa que permitiu espalhar os conhecimentos que até
então eram reservados a um pequeno número de indivíduos; o astrolábio (para
observar os astros) instrumento importante para a navegação; os europeus também
aprenderam dos Chineses o uso da pólvora. Estes instrumentos técnicos
permitiram aos povos europeus a navegar os mares até então desconhecidos; a
viajar para as terras longínquas e conhecer outros povos e produtos.
Os mercadores
portugueses começaram então a enviar navegadores para que fossem em busca de
novos mercados. Estas expedições começaram na costa ocidental da África e foram
tão lucrativas que pouco a pouco o rei de Portugal ficou muito interessado
nelas a ponto de custear as despesas.
No princípios as expedições limitaram-se à costa ocidental da África. Mas uma grande fonte da riqueza da Europa eram o ouro e as
especiarias que vinham da índia. O seu transporte por terra da índia até à
Europa tornava essas mercadorias muitíssimo caras.
Nessa
altura os geógrafos conceberam a ideia de poder chegar à índia pelo mar em volta
da África. O rei de Portugal enviou dois exploradores que chegaram até a costa
oriental da África por teria vindos do Egipto. Enviou
também navegadores que fizeram descobertas ao longo da costa ocidental da
África. Essas expedições continuaram até que os portugueses passaram o Cabo da
Boa Esperança.
Depois de obter a
certeza de que podia chegar-se à índia de barco, o rei de Portugal então enviou
uma frota comandada por Vasco da Gama, encarregada de fazer a primeira viagem de
exploração. Foi nessa viagem que Vasco da Gama aportou na ilha de Moçambique em
1498. Antes da ilha de Moçambique os portugueses aportaram em Inhambane. Não
sabemos ao certo donde os portugueses entraram
mas pensa-se que deveria ter sido no distrito
de Inharrime, onde o rio Inharrime desagua no mar. Aqui os portugueses foram
tão bem recebidos que chamaram à província de Inhambane Terra da Boa Gente.
No regresso da
índia, Vasco da Gama passou por Quelimane e Sofala. Foi em Sofala que ele ouviu
falar de um reino do interior rico em ouro. Em Sofala encontrou também
mercadores árabes que de longe vinham trocar os seus produtos com o ouro e
ferro vindos do Império do Monomotapa.
O fim da viagem
dos portugueses era descobrir e controlar o caminho marítimo para a índia. Mas
também aproveitaram explorar os povos da África. Assim na costa oriental os
portugueses tentaram apoderar-se do mercado árabe.
A entrada
dos portugueses no Oceano Indico foi desastrosa para os árabes. Estes perderam
o seu papel de intermediário no comércio entre a índia e os países europeus. Os
portugueses arruinaram o império marítimo dos árabes na costa oriental da
África.
5. Guerra entre portugueses e árabes
Quando Vasco da
Gama chegou à ilha de Moçambique em 1498 atirou os primeiros tiros de canhão
não contra os moçambicanos mas sim contra os árabes que na ilha tinham um
entreposto comercial. Foi na ilha de Moçambique que os portugueses pela
primeira vez conheceram um povo não africano - os
árabes. Um chefe árabe chama-se sultão. O sultão que mandava na ilha de
Moçambique dependia do sultão de Kilwa. Os árabes possuíam o monopólio do
comércio na costa oriental da África desde o Cabo Guardafui
na Somália até Sofala em Moçambique. Os árabes não gostaram da presença dos
portugueses no Oceano Indico para evitar a competição no comércio. Assim o
sultão de Moçambique tentou sabotar a viagem de exploração de Vasco da Gama.
Assim originou o conflito entre árabes e os portugueses. Mas a viagem de Vasco
da Gama de 1498 foi uma simples expedição de estudo e reconhecimento.
Mais tarde, em
1505, os portugueses enviaram uma grande esquadra que destruiu Kilwa e
Mombassa. Ao mesmo tempo os portugueses construíram fortalezas não só em Kilwa
e Mombassa mas também em Sofala e na ilha de Moçambique.
No Império do
Monomotapa as lutas entre dinastias continuavam principalmente entre os Rozwi e
os Makaranga. Os portugueses, ao fundar uma fortaleza em Sofala, tinham como
fim apoderar-se do comércio do ouro, mas desconheciam a situação actual do
interior e então concentraram todos os seus esforços na luta contra os árabes.
Este facto salvou os reinos do interior dos ataques em massa dos portugueses.
Por volta de 1513 as guerras entre dinastias tinham
cessado. Destas lutas saíram vitoriosos os Changamires que conseguiram
conquistar as terras pertencentes aos
Makaranga. No entanto continuavam
a existir dois grandes reinos rivais: Changamire e Makaranga do Monomotapa. Os
Changamires tinham como aliados os reinos de Quiteve, Torwa e Manica. Os
Makaranga eram aliados dos Báruè e dos Butua. As guerras entre estes dois
rivais continuaram durante todo este período que estamos a estudar (1500 -
1600), só com pequenos períodos de intervalo.
Em 1510 os árabes
voltaram a atacar Küwa e os portugueses foram obrigados a abandonar a
fortaleza. Mas fundaram um novo entreposto comercial no estuário do Zambeze, em
Angoche, e começaram de novo a fazer comércio com o Monomotapa (Makaranga). Os
portugueses iam de barco até Sena. Novas disputas se deram entre portugueses e
árabes sem que ninguém saísse vitorioso.
Em 1530 os
portugueses conseguiram expulsar os árabes de Sena e fundaram aia sua primeira
feitoria. Nesta altura os portugueses tinham conseguido penetrar no interior
via rio Zambeze.
As guerras
entre dinastias continuavam no antigo Império do Monomotapa. Os portugueses que
sabiam da existência desses conflitos, queriam aproveitar-se deles para
penetrar no interior em busca das minas de ouro.
6. Os portugueses em Tete, Massapa e
Que/imane
Por volta de 1537 fundou-se
uma feitoria no alto Zambeze, Tete. Daí os mercadores portugueses conseguiram
penetrar até a uma feira no interior do Monomotapa que se situava não longe do
Zimbabwe de Mutota e que se chamava Massapa. Uma feira é uma reunião periódica
de comerciantes para vender e comprar.
Nessa feira pela
primeira vez, os portugueses conseguiram fazer o comércio directamente com os
Makaranga. Para isso era necessário que os portugueses pagassem anualmente um
tributo (imposto) ao chefe Karanga. Desta maneira, todos os anos uma embaixada
(representação) do Monomotapa ia até Tete receber os impostos sobre o comércio
que os portugueses eram obrigados a pagar.
As
quantidades de ouro trazidas do Monomotapa não satisfaziam aos portugueses. Mas
a sua presença em Moçambique era uma actividade comercial muito secundária. A
principal atenção e esforço dos portugueses era
dominar os árabes no seu comércio com a índia. O comércio na índia continuava
a ser a principal razão da presença dos portugueses no Oceano Indico.
Um outro factor
fez com que os portugueses permanecessem em Moçambique -a escravatura. As lutas
entre Monomotapa e as tribos vizinhas deram aos portugueses a possibilidade de
começar o comércio de escravos. Nas lutas entre tribos era muito frequente
fazerem-se prisioneiros que depois eram vendidos aos portugueses como escravos.
Por isso em 1544 fundou-se em Quelimane uma feitoria para onde eram levados
todos os escravos para depois seguirem uns para a índia e outros para Portugal
e Brasil. O transporte de escravos para Portugal e Brasil era pouco rendoso
porque a viagem era longa e perigosa por causa de naufrágios na zona do Cabo da
Boa Esperança. Os portugueses não levavam muitos escravos da costa oriental da
África para o Brasil porque precisavam de mão de obra (trabalhadores)
na índia, onde estava centrada toda a administração portuguesa no oceano
Indico.
A maior parte dos
escravos saídos de Quelimane eram assim levados para a índia onde eram
revendidos aos Indianos e aos Chineses.
Instalados
já em Sofala, Tete, Sena, Quelimane e Moçambique e tendo contactos com o
interior e estabelecido relações comerciais com o Monomotapa, os portugueses
começaram a sentir a necessidade de dominar ainda mais por duas razões
Primeiro, porque os árabes continuavam clandestinamente a tirar-lhes uma grande
parte do comércio. Segundo, porque os povos africanos e o Monomotapa começavam
a fazer mais exigências em tributos e a criar mais dificuldades no comércio.
Para marcar a sua presença ao
longo do rio Zambeze, de Quelimane até Tete, os portugueses iam enviando para
estas zonas os degredados portugueses. Estes eram criminosos que vinham cumprir
suas penas em Moçambique onde vieram roubar e explorar as populações. A acção
destes degredados era um dos motivos porque Monomotapa e outros chefes
começaram a suportar mal as suas relações com os portugueses.
Ao mesmo
tempo que enviavam os criminosos para Moçambique, os portugueses tentavam
também dominar os povos de Moçambique de outra maneira: com a religião
católica. Para isso os mercadores portugueses eram acompanhados de
missionários, Jesuítas e Dominicanos, que tentavam pregar a doutrina da
submissão ao povo moçambicano.
Um dos mais
célebres missionários foi um padre Jesuíta, D. Gonçalo da Silveira, que em 1561
chegou a ir até ao Zimbabwe do Monomotapa, disposto, segundo dizia, a baptizar
o rei e a sua família. Chegou até lá, mas em breve o Monomotapa descobriu que
era um simples espião que vinha estudar a situação do número de tropas e da
localização das minas. Desmascarado, foi morto. Os portugueses viram então que
os seus planos tinham que ser executados pela força e assim decidiram organizar
um grande exército para atacar o Monomotapa.
Dez anos mais tarde, em 1571,
um grande exército de 1.000 soldados atacou o Monomotapa, partindo de Sena. O
Monomotapa opôs uma resistência tão forte que dos 1.000 homems
só 180 conseguiram escapar e fugir para Sena. O próprio general português foi
morto na batalha.
A vitória do
Monomotapa só foi possível porque os povos de Moçambique conseguiram esquecer
por um tempo os seus conflitos e unir-se contra os portugueses. Mas os
portugueses não aprenderam a lição porque em 1574 voltam de novo a atacar,
partindo desta vez de Sofala e convencidos de que conseguiriam o apoio dos
Quiteve e dos Changamire contra o Monomotapa. Mas de novo voltaram a ser
derrotados em Manica.
7. A situação no fim de 1325-1600
Por algum tempo os
portugueses abandonaram a ideia de dominar Moçambique. O factor principal que
os levou a essa decisão foi o facto de que Portugal tinha perdido a sua
independência e tinha sido anexado pela Espanha.
Os portugueses que
restavam em Moçambique, em Tete, Sena, Sofala, Quelimane e Moçambique
encontravam-se divididos, uns obedecendo às leis do rei português e outros
obedecendo aos espanhóis.
Nos fins do
século XVI os portugueses voltaram de novo a pagar pesados tributos aos
diversos reinos do interior com que comerciavam. Pagavam tributos aos Quiteve,
aos Manica, aos Báruè e ao Monomotapa. Continuavam a frequentar algumas feiras,
como Massapa, mas o comércio tinha diminuído consideràvelmente.
As guerras contínuas entre diversas tribos Chona tinham completamente
destruído a antiga formação do estado do Monomotapa. As fontes de informação que possuímos sobre
este período falam-nos de diversos reinos independentes: Quiteve, Sedanda ao sul do rio Save, Manica, Báruè e
Monomotapa. Este tinha herdado o título dos seus antepassados, mas já não tinha
o poder que eles possuíram. Os Rozwi, sob a dinastia Changamire, continuavam em
luta contra o Monomotapa.
A substituição dos
árabes pêlos portugueses e o carácter destrutivo da acção comercial e militar
dos portugueses tinham provocado um longo período de desorganização política e
económica.
No campo
político a organização do estado que começara no tempo de Mutota tinha perdido
a sua estrutura, voltando a uma estrutura mais próxima da organização tribal. A
vida social regressa ao quadro tribal, embora os chefes tribais tivessem
guardado muito da sua autoridade. As lutas que tiveram lugar entre vários
chefes de tribo e destes contra o Monomotapa tinham consolidado o papel dos
chefes. Essas lutas tinham também retardado a evolução da técnica,
especialmente a extracção e trabalho dos metais.
No campo
económico, a situação agravou-se com a substituição dos árabes pêlos
portugueses.
No entanto,
o século que se passou foi um período de grande experiência para o povo de
Moçambique, experiência na maneira de lidar com os portugueses.
Ao nível de cada
tribo consolidou-se o espírito de resistência ao estrangeiro explorador. Ao
nível inter-tribal foi costume esquecerem-se os conflitos para se unirem contra
o inimigo comum.
Todas estas
circunstâncias deram a possibilidade de a civilização do Monomotapa
florescer de novo nos princípios do século XVII.
PERGUNTAS
1.
Quais são as duas dinastias que se formaram no século XVI?
2. Que instrumentos técnicos permitiram aos
portugueses fazer viagens de descobrimentos.?
3.
Quem passou a dominar a economia na Europa no século XV?
4. Que produtos Indianos
interessavam muito aos Europeus?
5. Qual era o problema de transporte das
mercadorias por terra da Ásia para a Europa?
6. Que província tocaram os portugueses antes
da ilha de Moçambique? Porque os portugueses chamaram ao povo de Inhambane
«Terra da Boa Gente»?
7.
De que reino os portugueses ouviram falar quando estiveram em Sofala?
8. Que povo estrangeiro comerciava com os africanos
na costa oriental antes da chegada dos portugueses?
9. De onde até onde ia o monopólio comercial
dos árabes na costa oriental da África?
10. Os árabes construíram
cidades e fortalezas na costa oriental. Diga o nome de algumas.