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JUSTINO DELGADO

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Excêntrico em palco, com um timbre de voz sem igual, Justino Delgado ou simplesmente Jújú é o expoente máximo da música guineense da diáspora.


Falar do N'gumbé, Kunderé ou Tina, é falar deste emigrante que sabe tirar lições das suas vivências sempre renovadas pela vida agitada de
músico-compositor e intérprete.


Coerente nas mensagens, profissional quanto baste, vem monstrando qualidade superior em cada obra que edita; a saber:


1989-Casamento D'haós
1990-Lôla
1992-Gabiana
1995-Tetete
1998-Geração nobo
1999-Toroco
2000-Farol


A sua discografia apresenta musicalidade criada e recriada, estilo multiforme, execução técnica e conteúdos lúcidos que chegam a superá-lo.


Apresentou-se em shows em Angola a favor das crianças vítimas da guerra, em Cabo Verde, onde foi alcunhado de Xuxo (feiticeiro no sentido positivo do termo, que quer dizer "extraordinário"), no Senegal, em S.Tomé e Príncipe, em Moçambique, no Brasil e em Portugal, onde reside.


Na sua terra natal ostenta o título de Michael Jackson da Guiné-Bissau, pela já citada exuberância da sua dança em palco.


A promiscuidade da cultura brasileira e africana reflectem-se no estilo vibrante e cheio de energia de Jújú, como ingredientes de uma música estilisticamente supra-nacional.


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