Os valores rítmicos e históricos de Angola, são intransigentemente defendidos pelos embaixadores
da música folclórica, "Jovens do Hungo".
Hungo é um dos instrumentos típicos utilizados pelo
grupo, do qual é extraído um som único e inconfundível, constituindo o suporte harmónico, embelezado
pelo característico resplandecer das vozes do norte de África.
O grupo nasceu em Luanda, explorando
sons de norte a sul de Angola, tendo-se radicado em Portugal a partir de 1994, onde passa a ser o suporte
de abertura das actividades levadas a cabo pelo grande artista angolano Raúl Ouro Negro.
Espaços
de grande prestígio, como o estádio do Restelo em Belém, passam a engrandecer a folha curricular deste
grupo, resultado duma actuação ao lado da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Em 1995 consuma-se
a gravação da primeira obra discográfica em CD, intitulada "Sembele".
Como corolário lógico
do sucesso anunciado, os Jovens do Hungo desfilam por conceituadas salas como a Apolo Center de New-York
e Performing Arts Center de New Jersey ao lado dos Batoto-Yetu.
"Nós as crianças" é o título do
2º. registo discográfico editado em Portugal em 1998, onde em acto contínuo a aceitação daquilo que é
o verdadeiro tradicionalismo africano, enraizado em instrumentos típicos como o batuque baixo, batuque
solo, reco-reco, hungo, puíta, kissange e bambú, superiormente coadjuvados por vozes e coreografia femininas,
proporcionam digressões ao mais alto nível a França, Cabo-Verde, Brasil, África do Sul, Alemanha e ao
Festival del Caribe no México.
Para os saudosistas que se fascinam com o chamamento da dança
carregada de rítmo e movimentos exuberantes, ao som original das sanzalas, os Jovens do Hungo são a sugestão.
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