Adriano Gonçalves, Bana, nasceu no Mindelo, Ilha de S. Vicente Cabo Verde em 5 de Março de 1932.
Oriundo de uma família humilde, ele fazia parte dos adolescentes que sonhavam com novos horizontes,
porque na época a ambição de qualquer jovem seria o de um dia poder emigrar e arranjar colocação no
estrangeiro.
O que Bana desconhecia é que a sua sorte já havia sido lançada ao nascer com o
dom de cantar e encantar a todos aqueles que o escutavam .
Dono de uma entoação e postura inimitável
e inigualável através das suas mornas e coladeiras começaram a demarcá-lo como uma referência.
O
seu estilo e a sua personalidade dominaram uma época.
Nos anos 60 sai pela primeira vez do seu
cantinho, para uma actuação em Dakar, onde começa a somar sucessos através de espectáculos e participações
na Rádio.
Em 1966 forma um grupo de 3 elementos composto por: Luís Morais (clarinete); Morgadinho
(trompete); e mais tarde Toy de Bibia (guitarra) nascendo assim o tão conhecido Conjunto Voz de Cabo
Verde.
Pouco tempo depois, de sucesso atrás de sucesso, consumou-se em Rotterdam uma das suas
grandes aspirações; designadamente a edição do seu primeiro registo discográfico "Nha Terra e Pensamento"
" Pensamento e Segredos"., onde os instrumentos acústicos marcam uma era na história da música caboverdiana
nos Estados Unidos.
De retorno a Portugal em 1974, constitui-se um novo grupo no Conjunto Voz
de Cabo Verde aumentando em número os seus elementos e os instrumentos até então utilizados.
Constata-se
então uma explosão e amadurecimento a nível profissional, através das experiências adquiridas.
Bana expande-se numa carreira profissional de grande prestigio o que lhe leva a consumar uma nova aspiração;
ou seja o inicio de uma breve experiência na Indústria discográfica Portuguesa começando assim a produzir
os seus próprios trabalhos discográficos com êxito, adquirindo 38 registos discográficos (CD's).
Entre as gravações discográficas é convidado a participar em filmes que na época estreou em algumas partes
da Europa nomeadamente: Holanda, Alemanha, Itália, França etc., culminando assim a sua popularidade.
Ao abraçar a fama, Bana teve de carregar nos ombros a responsabilidade de não desiludir o seu
povo, a sua Terra Natal que tanto preza e ama e principalmente os seus fãs que o adoram e o consagraram
como Rei porque está para nascer quem irá destroná-lo, não só pela sua potente voz; o seu sentimento;
a sua garra mas também pelas suas capacidade humana
Capacidade essa, que ao longo do seu percurso
artístico, determinou tornar o sonho de muitos conterrâneos em realidade, investindo, apadrinhando e
ajudando a formar músicos que actualmente são consagrados tais como: Cesária Évora; Tito Paris; Paulino
Vieira e muitos outros que não se tornaram tão conhecidos.
Embaixador da música Caboverdiana,
por ser pioneiro em levar a sua melodia aos quatro cantos da Europa e África .
Aos 52 anos de
carreira, Bana sente-se realizado, depois de atingir a sua meta e ser reconhecido Internacionalmente
tanto em Condecorações como em Homenagens, vendo-se compensado de todo o seu sacrifício, esforço, coragem
e determinação.
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