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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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"...e pensar que dou amor proibido (a bancos de jardim!) em noites de lua cheia e acordo em leito clandestino
(por entre panos de cetim!) nesta manhã que me enleia...". Com estas palavras fecha Paulo Bragança o
folheto de apresentação do seu LP /Votos Sobre a Alma, de 1991, e que constitui, um marco na evolução
mais recente do fado. Os álbuns seguintes, Amai (1994) e O Mistério do Fado (1996), no qual Paulo
Bragança amplia a sua ousadia, ao interpretar Remar, Remar dos Xutos e Pontapés, dão-lhe reconhecimento
e, ao ouvi-los, David Byrne, ex-líder dos Talking Heads, tudo fez para editar/Amo/ na sua etiqueta Luaka
Bop, o que veio a acontecer já em 1996, altura em que Paulo Bragança dá um espectáculo numa igreja de
Nova Iorque, com críticas elogiosas da imprensa presente. A par de uma capacidade interpretativa considerada
notável pelos especialistas, Paulo Bragança escandaliza os puristas do fado ao apresentar-se em palco
descalço e com roupas simples, por muitos consideradas manifestações de excentricidade. A verdade
é que o fadista se mantém fiel à sua imagem, ao mesmo tempo que se dedica de uma forma intransigente
à renovação do fado, sem concessões a qualquer tentativa de adulteração do seu espírito.
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