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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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É este o Fado de Luísa Basto. É este o fado que nos prende e nos amarra... Fado de romances e de paixões,
de poetas e canções numa voz bem timbrada, em versos de liberdade. O fado que foi sempre o seu outro
sonho. Se lhe dava prazer ouvi-lo, também gostava de o cantar para os amigos. Foi assim que descobriu
Povo Que Lavas No Rio como um fado também seu, e passou a cantá-lo, acompanhada à viola. Primeiro, quase
a medo, como quem se mete por seara alheia, depois por imposição dos seus admiradores. Menina ainda,
ouviu-a quem lhe descobriu o talento e a enviou para tão longe da Aldeia de Vale de Vargo, ali a Serpa,
onde nasceu. Foi estudar canto e música e, ainda universitária, gravou o seu primeiro disco, acompanhada
pela Orquestra da Televisão Soviética, com temas de Lopes Graça e Manuel Alegre, entre outros. Em
Fevereiro de 74, diplomada pelo Instituto Superior de Música do Estado, em Moscovo, está em Paris para
ficar. Mas... a 3 de Maio chega a Portugal e surpreende todo um país com a sua voz límpida como o ar
do seu Alentejo, quente como o sol escaldante da sua terra, toda ela harmonia mesmo quando vestida de
revolucionária. Quem tem este dom só pode espalhar alegrias. Em Luísa Basto apreciava-se a artista,
o que cantava não era o mais importante, recolhendo aplausos à esquerda e à direita. Unanimemente: Luísa
Basto, dos melhores presentes recebidos pelos Portugueses em 1974. De tantos elogios recebidos, a
artista escolhe o de um ouvinte do programa de rádio A Arte de Bem Madrugar: "eu sou de antes do 25 de
Abril, mas acho que é uma injustiça não se ouvirem mais vezes as suas gravações". Subscrevemos. A
voz e a interpretação de Luísa Basto sempre (nos) mereceram entusiásticos aplausos. Quando canta as palavras
de amor, raiva ou solidão que vai buscar aos nossos grandes poetas, causa-nos um arrepio que não trocaríamos
por qualquer outro prazer. É, pois, com grande satisfação que ouvimos este disco em que a Movieplay traz
Luísa Basto de novo para o grande público, nesta colecção de luxo. Excelente a qualidade literária
e musical destes trechos escritos expressamente para ela. Revelam-se-nos como novos os já conhecidos:
Tema De Amélia, criação de Luísa Basto na telenovela Roseira Brava, uma belíssima canção de grande intensidade
que vamos ouvir, agora, com acompanhamento de guitarras, sem perder uma só das suas qualidades. E Povo
Que Lavas No Rio - obrigatório. Também pela primeira vez, Luísa Basto grava o Alentejo e o seu povo sem
rios que ainda talha com as suas mãos as tábuas do seu caixão... Orgulhosa de ser Portuguesa e cantora,
levou a sua voz e a de autores lusíadas à rádio, televisão e espectáculos em toda a Europa, de Portugal
à URSS. Representou o nosso país em festivais internacionais, do Mar Negro à Eurovisão. É enorme a
força interior desta mulher, só aparentemente frágil. Na tranquilidade fatalista das gentes do Sul, Luísa
Basto mal esconde a inquietação de quem pensa mais além. Livre de pensar como quiser, só lhe pedimos
que cante. Canção. Fado. Que a Luísa Basto cante sempre, cumprindo o seu destino.
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