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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Parecerá um pouco abusivo referenciar aqui João Villaret, um dos maiores actores que passaram por palcos
portugueses, e que à partida pouco terá a ver com música. Mas não se pode esquecer que Villaret obteve
extraordinário sucesso com os seus recitativos que, editados em disco, fizeram grande sucesso entre nós,
e não sem motivo. Natural de Lisboa, onde nasceu em 1913, Villaret dedicou-se ao teatro depois de
terminar o liceu e durante os anos trinta e quarenta teve uma ascensão vertiginosa que o levou a triunfar
nos palcos do teatro declamado e ligeiro e no cinema - onde assinou interpretações memoráveis em Três
Espelhos, de 1947, e Frei Luís de Sousa, de 1950. O seu amor pela poesia levou-a a tornar-se num dos
recitadores mais extraordinários que Portugal conheceu, tendo inclusivamente deslumbrado o público da
RTP com uma série de programas que aí apresentou. E o registo do seu recital no São Luiz, lançado em
álbum, ainda hoje se mantém disponível. Mas Villaret tinha também um especial apreço pela revista,
onde se estreou em 1941 para escândalo daqueles que não gostavam de ver misturas. Em 1947, Aníbal Nazaré,
António Porto e Nelson de Barros escrevem-lhe o Fado Falado, que criou na revista 'Tá Bem ou Não 'Tá?,
verdadeira peça de antologia da história da música e do teatro popular portugueses. Um recitativo sobre
uma melodia de fado onde a letra, que jogava habilmente com a mitologia do género, era não cantada mas
verdadeiramente "representada" por Villaret, que assim juntou ao cânone da música portuguesa mais um
clássico. Outros êxitos, como A Vida é um Corridinho de 1952, ou a célebre Procissão de 1955, se lhe
juntariam, mas o Fado Falado ficou marcante. João Villaret morreu em Fevereiro de 1961, vítima de
doença prolongada.
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