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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Filho de família brasonada e de haveres, João Maria Tudela nasce em Moçambique, em 1929. Até aos 13 anos
estuda na África do Sul. Mais tarde, em Lourenço Marques, começa a actuar como solista no Liceu Salazar.
Tocava piano, guitarra, viola e harmónica vocal sem saber música! A sua vinda para Coimbra, como estudante,
vai acentuar a sua tendência artística. Junta-se aos grupos académicos e, se os estudos não progridem
por aí além, o talento desenvolve-se. Por imposição familiar volta a Moçambique, empregando-se primeiro
na "Companhia de Seguros Império" e depois na "Shell", onde permanecerá durante uma década como responsável
comercial. É por essa altura que desenvolve o seu talento como jogador de ténis, chegando a ser um dos
melhores atletas de Moçambique naquela modalidade. Mas João Maria tem a música dentro de si. Nunca
deixou de cantar, sobretudo o fado de Coimbra, e a sua fama torna-se grande em todo o território moçambicano.
Começa, também, a interessar-se pela música africana. Nos anos seguintes continuará a gravar e a actuar
naquele país, iniciando uma parceria com a orquestra de Dan Hill, que o acompanhará nos principais êxitos
da época. Em 1959 João Maria Tudela cria então o seu primeiro e maior êxito de sempre, Kanimambo,
que fará grande carreira em Portugal continental, nos Estados Unidos e na América do Sul. Defendendo
sempre o seu estatuto de amador, é convidado para uma digressão ao Brasil. No regresso passa por Portugal,
onde a pressão para que "o maior cartaz turístico de Moçambique" aqui se instale é tal que, poucos meses
depois, retorna para ficar, definitivamente como profissional. No início da década de sessenta, João
Maria Tudela entra no meio artístico português pela porta grande. O seu estilo elegante conquistou-lhe
uma legião de adeptos, e uma carreira coroada por inúmeros prémios, entre os quais o Prémio da Crítica
O Melhor da TV, em 1962. Em 1968, após ter sido proibido de voltar à RTP na sequência da interpretação
de Cama 4, Sala 5 de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, Tudela resolve terminar a
sua carreira. Os seus últimos anos de intervenção artística são marcados por uma crescente exigência
quanto aos temas, (letras e composições), e por uma aproximação aos autores mais críticos do regime.
PRINCIPAIS ÊXITOS:
Kanimambo, Hambanine, O Meu Chapéu, Diz que Gostas de Mim, Menina das Tranças,
No País do Sol, Soldado Português, Moçambique, Liberdade, Fuzilaram um Homem num País Distante.
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