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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Reconhecido como um dos mais inspirados de todos os compositores da música Ligeira portuguesa, Frederico
Valério é sobretudo recordado pelas suas muitas composições para Amália. Não é surpreendente, já que
foi ele o primeiro a escrever especificamente para ela melodias que exploravam as suas extraordinárias
capacidades vocais. Mas, apesar de Ai Mouraria, Fado Malhoa ou Sabe-se Lá, apesar da própria Amália sublinhar
a importância que o compositor teve na sua carreira e de ter sido para ela que escreveu alguns dos seus
momentos de maior inspiração, a sua carreira não se limitou a Amália. Nascido em Lisboa em 1913, um
de quatro irmãos, Valério mostrou interesse pela música e pela composição aos treze anos. O seu pai marceneiro
- caso raro! - não se opôs ao desejo do jovem, mas impos-lhe apenas que terminasse o curso comercial,
só depois se matriculando no Conservatório. Estreou-se no teatro no início dos anos trinta, tornando-se
rapidamente num dos primeiros compositores de canções e fados para revistas, género onde se estreou em
1934, na revista A Pérola da China. O seu primeiro grande êxito data logo de 1935, As Carvoeiras, criado
por Maria de Neves em Milho Rei. Ensaiou igualmente a opereta (em A Rosa Cantadeira, por exemplo), e
escreveu também para cinema (Capas Negras, Madragoa). Foi um dos poucos compositores portugueses a
obter sucesso internacional; deveu-se-lhe todo um musical da Broadway (On with the show, estreado em
1954) e muitos dos seus temas correram mundo (cite-se apenas uma delas: Partir, Partir, divulgada internacionalmente
como Donīt Say Goodbye). Durante os anos quarenta e cinquenta, viveu entre Portugal e os Estados Unidos,
regressando definitivamente a Portugal em 1955, voltando costas ao êxito que obtivera no mais exigente
dos mercados da música. Como sinal adicional da sua modéstia, Valério nunca procurou explorar áreas
mais tradicionais da composição, preferindo desde sempre dedicar-se apenas à composição para teatro musicado
e popular. Faleceu em Lisboa em 1982, três anos depois do seu casamento, em segundas núpcias, com
a actriz Laura Alves.
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