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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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A Filipe Pinto se atribui a célebre expressão "Silêncio, que se vai cantar o Fado!". Não há forma de
garantir que lhe pertença efectivamente a autoria, contudo a sua plausibilidade deve-se claramente à
presença de Pinto como uma figura tutelar do meio fadista durante os anos trinta, quarenta e cinquenta,
não apenas como cantor e compositor mas também como director artístico, actividade que exerceu por exemplo
no Solar da Alegria. Nascido em Lisboa em 1905, foi com apenas 15 anos que Filipe Pinto começou a
cantar o fado, como amador, apresentando-se em seguida em festas particulares que o ajudaram a ganhar
experiência. O cuidado que colocava na sua indumentária valeu-lhe a designação "Marialva do Fado", embora
Pinto mantivesse empregos diurnos que lhe permitiam sustentar a sua carreira. Vencedor de vários concursos
de fado, Filipe Pinto tornar-se-ia profissional no célebre Ferro de Engomar, um dos mais famosos restaurantes
típicos da Lisboa bairrista da primeira metade do século XX e sítio onde muitos fadistas de bom nível
lançaram as suas carreiras. Daí passaria para retiros como a Severa ou o Café Mondego. Igualmente
compositor de vários temas de êxito, contam-se contudo pelos dedos as suas gravações e a sua importância
para o desenvolvimento do fado é devida sobretudo à sua actividade como figura tutelar. De facto, a sua
opinião era muito respeitada no meio e a sua temporada como director artístico e gerente do Solar da
Alegria - que o viu apadrinhar importantes nomes novos - veio consolidar a sua posição como incansável
divulgador e descobridor de talentos fadistas. Faleceu em Lisboa em 1968.
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