BIOGRAFIAS

Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados pela primeira letra porque são conhecidos.

Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.


BELO MARQUES

Era conhecido por "o rapaz do violoncelo" pela tertúlia do Café Gelo, no Rossio, mas o grande público recordá-lo-á mais pela autoria de canções como Grão de Arroz, Alcobaça ou Feia. Canções que, ironicamente, foram necessárias ao maestro José Belo Marques para sobreviver, já que a sua ambição era a de ser compositor sinfónico...
Nascido em Leiria em 1898, considerado "menino prodígio" por dominar já vários instrumentos aos treze anos, após quatro anos de estudo, José Belo Marques não teve uma formação musical convencional. De facto, aos 16 anos actuava no Casino Mondego, na Figueira da Foz, onde conheceu o seu mentor João Passos, igualmente violoncelista e que o ajudou a escolher aquele instrumento. Em 1918 tornava-se músico profissional nos paquetes e viajou até 1929, só nesse ano se fixando em Lisboa onde iniciou estudos mais tradicionais. Pelo meio, ia sempre escrevendo obras sinfónicas, mas a dificuldade de sobreviver com estas composições levou-o a aceitar o convite da Emissora Nacional, em 1935, para se juntar aos seus quadros. Dessa primeira estadia na estação de rádio, que durou três anos, ficou célebre a sua orientação do quarteto vocal de Mota Pereira, Paulo Amorim, Guilherme Kjolner e Fernando Pereira.
Em 1938 foi para Moçambique, de onde regressou à Emissora Nacional em 1941, para abraçar definitivamente a canção popular, formando a Orquestra Típica Portuguesa e dirigindo a Orquestra de Variedades (cuja direcção passa a Tavares Belo em 1946) e o Centro de Preparação de Artistas. É, contudo, posterior a toda esta carreira a sua composição mais conhecida, Alcobaça, com letra de Silva Tavares, criada por Maria de Lurdes Resende nos finais dos anos cinquenta e que - como disse em tempos - lhe pagou a casa que construiu em Arruda dos Vinhos. Escreveu igualmente marchas populares e criou música para uma vintena de revistas e meia-dúzia de filmes, tendo assinado cerca de sete centenas de canções. Retirou-se do olhar público na década de sessenta. Faleceu em 1986.


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