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Encontrará aqui biografias, não só de artistas, como dos principais grupos musicais portugueses, ordenados
pela primeira letra porque são conhecidos.
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Para aqueles que têm páginas próprias, ficará também o link para elas.
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Beatriz da Conceição é uma das personalidades artísticas mais vibrantes da segunda metade deste século.
Nascida no Porto em 1939, torna-se fadista num episódio quase lendário: vai ouvir fados à casa de fado
de Márcia Condessa, alegra-se com a sangria e trauteia um fado. É logo convidada pela D. Márcia para
ficar a cantar na casa. Já não regressa ao Porto. O seu primeiro cac/hett foi de sessenta escudos
por noite, mas depressa a sua carreira ganha asas para voos maiores. Cantará nas principais casas de
fado de Lisboa, nos palcos da revista, onde obteve extraordinários êxitos como, por exemplo, Fado Para
Esta Noite, ou John Português. A sua carreira foi marcada por uma presença assídua no estrangeiro,
actuando para as comunidades emigrantes. Já nos anos noventa, é convidada para festivais internacionais
de música e aplaudida por um público cosmopolita. Se há uma marca inconfundível na carreira de Beatriz
da Conceição, para lá do seu estilo profundamente pessoal e verdadeiro, é a singular atenção que dedica
às letras (e aos poemas) que canta. Obstinou-se sempre em ter um repertório próprio e chegou a pagar
do seu bolso letras de fado de que gostava. Talvez por isso obteve a admiração e a amizade de grandes
poetas, como Vasco de Lima Couto (de quem canta A Vida que Eu Sofro em Ti, Pomba Branca e A Noite, entre
outros), ou José Carlos Ary dos Santos que para ela escreveu, com Fernando Tordo, o Fado da Bia, com
o diminutivo familiar da artista. Continua a ter uma carreira activa, como o comprova a presença nos
programas de televisão Grande Noite e Cabaret, de Filipe La Féria, a gravação de discos, e a presença
assídua numa casa de fado.
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